Danny Trejo vive personagem-título em "Machete Kills"

Por Caio Cuccino Teixeira
Filme chega ao Brasil somente para locação em home video | Divulgação Filme chega ao Brasil somente para locação em home video | Divulgação

Quando Hollywood precisa de alguém para interpretar um mexicano peso-pesado, o cara a chamar é Danny Trejo. Com seu rosto enrugado, rabo de cavalo e tatuagem no peito de uma mulher com um sombrero, o ator de 69 anos é o “hombre” que faria gringos gorduchos voltarem à fronteira após embarcarem em viagens loucas para Tijuana.

E ele não tem apenas o aspecto certo para esses papéis, mas também um currículo que inclui vício em drogas e várias passagens pela prisão.

Trejo permaneceu uma temporada no presídio de San Quentin, na Califórnia, nos anos 1960, e participou de rebeliões, mas saiu desse passado sombrio para embarcar na carreira de ator.

Seu primeiro papel surgiu por meio de alguém que ele conheceu em um encontro de usuários anônimos de cocaína, em 1985, que o levou ao set de “Expresso para o Inferno”, no qual foi convidado a figurar na pele de um preso e treinar boxe com alguns dos atores por US$ 350 por dia.

Agora ele está na sequência de “Machete” (2010), primeiro filme em que atuou como protagonista.

Em “Machete Kills”, que chega ao Brasil direto nas prateleiras das locadoras, Trejo vive o personagem-título a serviço de um sarcástico presidente dos Estados Unidos interpretado por Charlie Sheen.Sua missão? Neutralizar um psicopata e bilionário traficante de armas (Mel Gibson) que deseja explodir o mundo.

Esse tipo de personagem marcou a carreira de Trejo. Quem não lembra do atirador de facas que derruba Steve Buscemi e quase acaba com Antonio Banderas em “A Balada do Pistoleiro” (1995)?

Já Machete, pelo visto, é melhor em arremesso de machados. Mas, mesmo com sua cara de durão arrogante, ele não crê na invencibilidade do personagem. “Tinha uma luta de espadas com Mel Gibson e, quando Robert Rodríguez [o diretor] disse ‘ação’, joguei a minha no chão e ele perguntou ‘o que há de errado?’ e eu: ‘Não vou lutar contra William Wallace. O cara salvou a Escócia! Tá louco?”, disse ele, numa referência ao papel do ator em “Coração Valente”.

Charlie Sheen imita pai e vive presidente dos Estados Unidos

Ator foi creditado como ‘Carlos Estevez’  em ‘Machete Kills’| Divulgação Ator foi creditado como ‘Carlos Estevez’
em ‘Machete Kills’| Divulgação

Charlie Sheen dá um toque todo particular ao presidente americano em “Machete Kills”, criando uma versão que somente ele seria capaz de interpretar. Mas como este chefe – chamado apenas de “presidente” – lida com o fato de o pai dele, Martin Sheen, também ter vivido um presidente na série “The West Wing”? “Sou mais interessante, pode ter certeza”, diz o filho. “Após ver o filme, você vai querer votar em mim!”

Mas, afinal, o que torna o senso de liderança de Charlie mais interessante do que as sete temporadas de diálogo de Aaron Sorkin? “Em apenas um dia no Salão Oval, dormi com três mulheres, saquei uma pistola automática, bebi, fumei e falei palavrões”, diz ele. “O papai não fez nada disso em sete anos, sabe?”

Mas não procure pelo nome de Charlie nos créditos, já que ele optou pelo nome de batismo – Carlos Estevez – para o longa. “Já que é um filme de Robert Rodríguez, segui a toada latina dele. Mas aí a imprensa ficou alvoroçada dizendo que eu tinha mudado o nome. Isso é sempre divertido.”

Confira o trailer:

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