Excessos não diminuem méritos de "O Lobo de Wall Street"

Por Caio Cuccino Teixeira
DiCaprio na pele de Jordan Belfort | Divulgação DiCaprio na pele de Jordan Belfort | Divulgação

Em “O Lobo de Wall Street”, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, Jordan Belfort fala sobre sua ascensão e queda no mundo dos negócios, mais precisamente na Bolsa de Valores, em um período rentável para quem conhecia o sistema e suas brechas.

Martin Scorsese não escolheu adaptar as memórias do corretor por acaso. Depois de documentar em seus filmes a máfia em suas várias encarnações por décadas, o cineasta escolheu fazer a crônica dos anos 1980 e 1990 por meio de um universo que também tinha o seu próprio código.

Com três horas de duração e um elenco privilegiado, encabeçado por Leonardo DiCaprio, “O Lobo de Wall Street” é um filme repleto de excessos e de uma quantidade considerável de gorduras. Os excessos são amplamente justificados pelo modo de vida do protagonista e seus sócios no crime. As gorduras, visíveis em algumas sequências mais extensas do que o necessário, não se justificam, mas também não atrapalham.

O filme mostra a escalada de Belfort no mundo dos negócios desde a ingênua infância até a maturidade mais perversa. O modo como se excede nas festas e orgias, como passa por cima dos associados e como se sente imune aos perigos só reforça a ideia amplamente difundida na época de que não havia limites.

Scorsese é um cronista do cinema. Por meio de seus filmes, ele monta retratos bem recortados de diversas épocas. Julgá-lo ou a seus filmes pelos excessos é fechar os olhos para o que realmente se passou. E como tudo o que viveram Belfort e seus companheiros ajudou a nos colocar onde estamos hoje.

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