Balé da Cidade apresenta peça que exalta comunidade italiana

Por Caio Cuccino Teixeira
Além da inédita ‘Cantata’, elenco da companhia dança ainda ‘Abrupto.’, de Alex Soares, e ‘Cantares’, de Oscar Araiz | Sylvia Masini/Divulgação Além da inédita ‘Cantata’, elenco da companhia dança ainda ‘Abrupto.’, de Alex Soares, e ‘Cantares’, de Oscar Araiz | Sylvia Masini/Divulgação

A força, o bom humor e o melodrama do povo do sul da Itália são a base de “Cantata”, obra do italiano Mauro Bigonzetti que o Balé da Cidade de São Paulo estreia no sábado.

Criada originalmente em 2001 para o Ballet Gulbenkian, de Portugal, então comandado Iracity Cardoso (atual diretora do Balé), a peça dialoga não apenas com a herança da comunidade italiana em São Paulo, mas também com o jeito passional e despojado tipicamente nordestino.

“É uma obra muito alegre e solar, com música de cantoras especializadas em recuperar canções tradicionais [daquela região]”, conta Cardoso, que elogia o gestual do coreógrafo. “Como intérprete, ele passou por criadores muito diferentes. Isso o tornou estimulante e exigente, o que faz com que o trabalho cresça”.

Para Bigonzetti, o conjunto escalado tem o tom certo para o trabalho. “O coração é muito importante para este balé, e brasileiros e italianos são muito próximos de alma”, diz ele, para quem a peça pode ser descrita como “triplo ‘s’: sol, suor e sangue”.

“Cantata” marca o retorno do coreógrafo dez anos após a criação de “Zona Mina-da” para a companhia, que receberá ainda uma montagem inédita dele em agosto.

O programa de estreia, que abre o ano do Theatro Municipal, terá também “Abrupto.”, de Alex Soares, e “Cantares”, de Oscar Araiz.

Serviço

No Theatro Municipal (pça. Ramos de Azevedo, s/nº, tel.: 3397-0300). Sáb., seg., ter. e qua., às 20h, dom., às 18h. De R$ 20 a R$ 60. Até 29/1.

Balé terá mais 4 inéditos e ‘Quebra-Nozes’

Após estrear “Cantata”, o Balé da Cidade se prepara para apresentar outros cinco trabalhos inéditos. Em maio, serão dois: um do israelense Itzik Galili (autor de “A Linha Curva” e “Frágil”, já dançados pelo grupo) e outro de coreógrafo ainda por definir. Em agosto, sobe ao palco a nova criação de Mauro Bigonzetti e a remontagem de “Cacti”, do belga Alexander Ekman. Dezembro será marcado pelo primeiro “Quebra-Nozes” do grupo, com coreografia de Goyo Montero. “Esse foi um pedido do maestro [John Neschling, diretor artístico do Municipal]”, explica a diretora do Balé, Iracity Cardoso. À exceção do programa de estreia, todos contarão com acompanhamento de orquestra.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo