‘Maior presente do Brasil para o mundo foi a seleção de 1982’, diz escritor Jo Nesbo

Por fabiosaraiva
Arvid Stridh/Divulgação Arvid Stridh/Divulgação

Músico, compositor e economista, o escritor norueguês Jo Nesbo foi também jogador de futebol antes de investir em romances policiais e ser reconhecido como um dos melhores autores do gênero. Suas tramas complexas e inteligentes protagonizadas pelo detetive Harry Hole sempre chegam ao topo da lista de mais vendidos nos países onde são publicadas. Inclusive no Brasil, onde acaba de lançar “Boneco de Neve”.  Nesbo vive em Oslo, de onde torce para a Seleção Brasileira e falou ao Metro Jornal.

 

O que você acha de ter sido chamado de o “próximo Stieg Larsson”, sendo que você começou a escrever romances antes do que ele?

Acho que poderia ser pior. Eles poderiam ter me chamado de “o novo Dan Brown”.


Você é mais intuitivo ou cartesiano quando escreve? Conte sobre seus métodos.

Ambos. Minhas principais ideias são sempre apenas isso, ideias que parecem vir do nada. Algumas delas grudam e acabam como histórias, canções, contos ou romances. Mas quando eu as organizo em um romance, sou muito estruturado. Planejo e construo, desenho, organizo, reorganizo, faço o enredo funcionar. Só aí começo a escrever.

“Boneco de Neve” - Jo Nesbo (Ed. Record) - 420 págs., R$ 40 “Boneco de Neve” – Jo Nesbo (Ed. Record) – 420 págs., R$ 40

“Headhunters” foi seu primeiro livro a ser adaptado para o cinema. Por quê? 

Provavelmente porque eu recusei as ofertas para adaptar a série de Harry Hole para o cinema durante muitos anos. Então, começaram a avaliar este livro em seu lugar. Eles me ofereceram tanto dinheiro que não poderia recusar, porque todas as minhas receitas de “Headhunters” vão para uma fundação que luta contra o analfabetismo em países do Terceiro Mundo.

 

Você disse que não iria vender os direitos dos livros de Harry Hole até que você tivesse terminado a série. Por que mudou de ideia com “Boneco de Neve”? 

Eu sempre acrescentei: “Mas se Martin Scorsese me ligar, eu posso mudar de ideia”. Bem, ele o fez.

 

Você torce para o Mold, Tottenham e… Brasil, certo? O que acha da Seleção atual?

Como estudante de economia, escrevi minha tese sobre a quase inexistente exportação norueguesa para o Brasil apenas para ir ao seu país para assistir e jogar futebol. Acho que o Brasil vai recuperar seu domínio. Mais importante, porém, é que continue jogando à moda brasileira. O maior presente do Brasil para o mundo não foi a equipe que venceu nos EUA ou no Japão, foi aquela que perdeu na Espanha, em 1982.

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