‘Ninfomaníaca – Volume 1’, do polêmico Lars von Trier, estreia com cortes

Por Caio Cuccino Teixeira
Charlotte Gainsbourg em uma das aventuras na pele da personagem-título | Divulgação Charlotte Gainsbourg em uma das aventuras na pele da personagem-título | Divulgação

“Ninfomaníaca Volume 1”, novo filme de Lars von Trier, estreia oficialmente nesta sexta-feira no Brasil numa versão cortada pelos produtores, com autorização do diretor, mas sem sua participação. A versão integral dessa primeira parte vai ser lançada no Festival de Berlim, em fevereiro. A segunda parte do filme deve ser exibida no Festival de Cannes, em maio.

Um dos filmes mais antecipados do ano, “Ninfomaníaca” traz um elenco de celebridades (Shia La Beouf) e atores que costumam frequentar os filmes de Von Trier (William Dafoe, Uma Thurman) em cenas supostamente carregadas de sexo e erotismo no mais alto grau.

Aqui também o cineasta mexe com a imaginação dos espectadores e com o que se espera dele, dado o retrospecto filmográfico do dinamarquês. Não é bem assim.

O filme começa com Joe (Charlotte Gainsbourg) sendo socorrida por um homem que a encontra ferida na rua. Seligman (Stellan Skarsgaard) a leva para casa e, então, a narrativa realmente tem seu início. O que se segue é uma espécie de versão moderna das Mil e Uma Noites, com a protagonista contando sua história com requintes de perversidade.

Joe relata suas aventuras de forma confessional, quase como se estivesse purgando o passado. Já Seligman funciona não apenas como o confessor, mas como uma espécie de juiz, que aponta falhas e contradições na narrativa. Faz parte do show do cineasta essa brincadeira de gato e rato com o espectador.

Assim, ficamos sabendo que a jovem Joe (Stacy Martin) perde a virgindade com um motoqueiro, Jerôme (Shia La Beouf), numa oficina suja. Que, um dia, aposta com a amiga B (Sophie Kennedy Clark) qual delas consegue atrair mais homens para fazer sexo nos banheiros de um trem em troca apenas de um saco de bombons. Há ainda outras situações extremas que, no fim das contas, são apenas muito barulho por quase nada.

Em outras situações, como em “Ondas do Destino” (1996), “Os Idiotas” (1998), “Dogville” (2003) e “Anticristo” (2009), Von Trier surpreendeu entregando mais do que prometia, o que não é o caso aqui. 

Veja o trailer abaixo:

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo