Projeto leva pessoas para "dentro" de sucessos do cinema

Por fabiosaraiva
Espectadores acompanham ação dos ‘Caça-fantasmas’ da vida real Espectadores acompanham ação dos ‘Caça-fantasmas’ da vida real

Imagine-se caminhando por um corredor escuro e metálico, com sons confusos de máquinas, alarmes e burburinho de soldados. Um minuto atrás, você era apenas um hipster que bebera três cervejas no happy hour. Agora, você está vestido com um macacão no que parece ser uma espaçonave. Salas de descontaminação, gravidade zero, veículos futurísticos. Parece que tudo saiu do filme “Alien” (1979). Mas espere! É o filme “Alien”! Ou melhor, “Prometheus” (2012). E você é a estrela. Seu filme-vivo acaba de começar.

A cena acima descreve um dos eventos já realizados pelo projeto Secret Cinema (cinema secreto), braço da empresa britânica Future Cinema descrito como “cinema ao vivo”.

A iniciativa faz parte de uma onda de experiências de imersão que vem ganhando fôlego pelo mundo. “Esse é o limite da cultura”, disse o fundador da empresa, Fabien Riggall, à revista “Wired” no ano passado. Desde então, ele vem se negando a conversar com jornalistas. Afinal, o Secret Cinema faz barulho justamente por manter seus filmes em segredo.

Após comprar o ingresso pela internet (cerca de R$ 140), o participante do projeto recebe instruções misteriosas sobre o local da exibição e o figurino que deve usar – e nada mais.

Só após entrar no prédio indicado é que você descobre estar dentro do filme “Brazil” (1985), no ambiente dos anos 1940 do Rick’s Café de “Casablanca” (1942) ou por trás das grades de “Um Sonho de Liberdade” (1994). Depois de perambular pelo local bebendo, jogando e lidando com atores (ou sendo até mesmo devorado, no caso de “Prometheus”), finalmente é hora de sentar e assistir ao filme.

Com a bênção do diretor Ridley Scott, que fez uma saudação em vídeo e doou artefatos para o cenário, “Prometheus” rendeu US$ 1,1 milhão (R$ 2,58 milhões) para a empresa, valor mais alto do que o obtido pelas exibições locais do mesmo longa em IMAX. Já a versão de “Um Sonho de Liberdade” faturou US$ 2,1 milhões (R$ 4,9 milhões) – sim, tem gente que paga para fingir estar na cadeia.

A Future Cinema não descobriu a roda com a novidade. Antes dela, a companhia de teatro britânica Punchdrunk já realizava ações imersivas como “Macbeth”, de Shakespeare, em Nova York. “Quando dirigimos essas produções, conversamos sobre tomadas panorâmicas e closes. Queremos que o teatro se torne perigoso novamente para tirar você de sua zona de conforto”, explica Felix Barrett, diretor artístico do grupo.

Com tudo isso, qual o próximo passo? Baseada em Londres, a Future Cinema planeja uma expansão global, com aterrissagens em Nova York e Atenas.

Agora  que você já sabe como tudo funciona, é hora de esperar para poder viver a experiência.

Ator encarna versão ao vivo do filme ‘Um Sonho de Liberdade’ Ator encarna versão ao vivo do filme ‘Um Sonho de Liberdade’
Público se veste ao estilo  do longa ‘Casablanca’ Público se veste ao estilo
do longa ‘Casablanca’
‘Brazil’ na visão do projeto Secret Cinema  ‘Brazil’ na visão do projeto Secret Cinema

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