Documentário mostra superações na São Silvestre

Por Carolina Santos
O ator Fernando Alvez Pinto em cena do filme | Divulgação O ator Fernando Alvez Pinto em cena do filme | Divulgação

Com “São Silvestre”, Lina Chamie fez um enorme favor àqueles que anualmente teimam em não cumprir a promessa de disputar a mais importante corrida de rua de São Paulo.

No documentário, que estreia nesta sexta-feira, a diretora transforma o espectador em um dos mais de 25 mil atletas de ocasião que se dispõem a cortar as ruas da capital no último dia do ano.

Sem depoimentos, ela se restringe a acompanhar, com sua câmera, o desafio vivido pelo ator Fernando Alves Pinto para superar os 15 quilômetros da corrida.

No ritmo de passadas rápidas e ao som de uma respiração ofegante, o público embarca na mesma jornada do corredor, enfrentando seus mesmos medos, cansaços e conquistas.

Ao também protagonizarmos essas sensações, entendemos facilmente o que faz esse mundaréu de gente enfrentar situações adversas justamente no dia 31 de dezembro.

Viver a São Silvestre significa refletir com o corpo sobre o ano que passou e projetar perspectivas naquele que está prestes a chegar. Significa também repensar a relação de amor e ódio de cada um com uma São Paulo cheia de problemas e virtudes após cruzar com alguns dos pontos mais simbólicos da cidade e estar em contato com a pluralidade de sotaques que dá vida a ela.

É um filme curto, com uma trilha de composições clássicas por vezes magistral, que marca um ponto certeiro na carreira de  Lina Chamie (“A Via Láctea”). Uma dica: não esqueça sua garrafinha de água para o cinema. Você vai precisar quando sair da sala exausto, satisfeito e com espírito de dever cumprido.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo