"Minhocas’ é primeiro longa brasileiro a utilizar "stop motion"

Por Carolina Santos
Personagens de ‘Minhocas’ foram  desenvolvidos com animação 100% nacional | Divulgação Personagens de ‘Minhocas’ foram
desenvolvidos com animação 100% nacional | Divulgação

Quando os paulistas Paolo Conti  e Arthur Nunes abriram a produtora Animaking, em 2000, eles tinham um objetivo: chegar às telas com um filme de animação. Quase 14 anos depois, o sonho se concretiza com “Minhocas”, primeiro longa nacional a usar a técnica stop motion, em que bonecos são filmados quadro a quadro para conferir sensação de movimento.

“Grandes estúdios de animação são ligados a empresas de tecnologia. Um longa desses demora uns cinco anos para ficar pronto. Se usássemos o que tínhamos no mercado, teríamos algo obsoleto. Com o stop motion isso não aconteceria”, explica Conti.

Após experimentarem a técnica em filmes publicitários, os sócios lançaram em 2006 o curta  “Minhocas”, que serviu de embrião para o longa que estreia amanhã. A boa resposta em festivais nacionais e internacionais deu a deixa para o início do longa.

Abraçado desde o início por gigantes como Globo Filmes e Fox Filmes, o projeto foi feito dentro de um parque de inovação mantido pela Universidade Federal de Santa Catarina, o que garantiu o uso de tecnologia de ponta.

Focando o mercado internacional, o filme foi rodado com diálogos em inglês e, só depois, teve dublagem em português, com Daniel Boaventura, Anderson Silva e Rita Lee. “Todos acreditaram no projeto e fizeram as vozes sem cobrar cachê”, diz o diretor, que criou o roteiro de “Minhocas” a partir de dilemas da infância, como bullying e superproteção dos pais.

“Queríamos uma história que fosse universal e parecesse sempre nova, com personagens verdadeiros.” Assim, o longa segue Junior, uma minhoca pré-adolescente que vai parar na superfície, onde conhece novos amigos e tem que ajudar a derrotar um terrível vilão para voltar para casa.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo