MGMT apresenta seu terceiro álbum e avisa: ‘não estamos atrás de fama’

Por Carolina Santos
Ben Goldwasser (esq.) e Andrew VanWyngarden formam o MGMT | Divulgação Ben Goldwasser (esq.) e Andrew VanWyngarden formam o MGMT | Divulgação

Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, integrantes da banda MGMT, nunca desejaram ser famosos, mas o surpreendente sucesso das faixas “Kids”, “Electric Feel” e “Time to Pretend”, de seu début “Oracular Spectacular” (2007), os tornou conhecidos, especialmente após aparecerem em filmes, como “Quebrando a Banca”, e programas de TV, como “The Voice”.

Mas, em vez de abraçar as massas de vez, a dupla do Brooklyn, de Nova York, apareceu ainda mais maluca no segundo álbum, “Congratulations” (2010), fazendo seus primeiros dias repletos de pinturas faciais, toucas hippies e néon serem descartados em uma caixa de fantasias. A partir de então, o hit “Kids” saiu do set list.

Essa busca pelo aspecto anticomercial e a aparente negligência com os fãs parece suicídio de carreira. Mas, aos 30 anos, os roqueiros se encontram em uma posição privilegiada, com o apoio de uma grande gravadora, livres para saciarem seus caprichos musicais – algo que eles mostram neste terceiro álbum batizado de “MGMT”.

“Acho que, de várias maneiras, a música é sobre o intangível. Não queremos assustar ou ser intencionalmente experimentais, mas também penso que não é justo sermos apenas reconhecidos como uma banda que só faz músicas ‘pop espertinhas’”, diz Ben.

Para chegar nesse nível de maturidade, no entanto, o caminho dos dois foi um tanto tortuoso e, em muitos momentos, eles precisaram “reclamar”, dizendo que estavam sendo mal entendidos – inclusive pelos fãs.

“É frustrante ler tais críticas e ver que muitos fãs ainda querem ouvir apenas ‘Kids’, por exemplo. Nunca foi nossa intenção alienar ninguém. Nós somos caras que gostam de vários estilos de música: dance, coisas industriais estranhas e até as canções calmas que você escuta em sua sala de estar. Talvez os vários críticos que disseram que tentamos alienar nossos fãs tenham apenas essas percepção unilateral sobre música”, comenta.

Goldwasser ainda deixa muito clara sua opinião sobre cultura pop – da qual faz parte. “Há lugar para ela, mas acho que há espaço para um pouco mais de sutileza. É estranho, porque fomos aceitos pelo mainstream meio que por acidente, mas trazemos tanta experiência do underground que nunca fomos afetados”, conclui o músico.

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