‘O Hobbit: A Desolação de Smaug’ chega aos cinemas

Por Carolina Santos
Os orcs aparecem ainda mais assustadores no segundo filme da série | Divulgação Os orcs aparecem ainda mais assustadores no segundo filme da série | Divulgação

Muitos orcs, clima sombrio e um dragão meticuloso. Esses são alguns dos elementos do aguardado “O Hobbit – A Desolação de Smaug”, segundo filme inspirado na saga literária de J.R.R. Tolkien, que chega nesta sexta-feira aos cinemas.

Neste segundo episódio, o diretor Peter Jackson mostra a continuidade da caminhada de Bilbo Bolseiro, Gandalf e os treze anões em busca da Montanha Solitária. No caminho, novos personagens entram na história, como Bard (Luke Evans) e a elfa Tauriel (Evangelini Lilly), além de um velho conhecido do público que está de volta, o arqueiro Legolas (Orlando Bloom). Mas o destaque fica para a aguardada aparição do dragão Smaug, que surge ameaçador na parte final do longa. Com movimentos e a voz firme de Benedict Cumberbatch, o monstro voador trava um detalhado diálogo com Bilbo (interpretado por Martin Freeman, seu parceiro na série “Sherlock”).

“Na verdade, não passamos nenhum momento juntos, o que é triste”, diz Cumberbatch. “Nós nos conhecemos muito bem e aqui tivemos meio que adivinhar de uma maneira estranha nossas performances. É uma dinâmica diferente. Em ‘Sherlock’ estamos juntos, conversamos, é mais fácil”, brinca.

O ator conta que seu trabalho no filme envolveu contorcionismo e muito desconforto. “Uma das coisas que fiz foi tentar deixar as pernas sempre juntas, tentando sentir como é ter um corpo alongado rastejando pelo chão. Usei os cotovelos e minhas mãos como garras, articulando meu pescoço e ombro, para o deleite de qualquer fisioterapeuta que teve o azar de tentar me curar depois”, conta ele com muito bom humor.

 

Sem pé nem cabeça

Algumas coisas mudaram nesse último ano. Jackson e companhia  não estão mais tão ansiosos pelo formato de 48 frames por segundo desta vez, embora ele seja usado. E a história é maior, com mais tramas entrelaçadas para dar ao público mais noção de quem são Bilbo e os anões. “O bom do filme do meio é que você não tem que definir as coisas, você pode simplesmente colocar a história acreditando que todos que vão ver esse filme já viram o primeiro”, diz ele. “Infelizmente, [apesar de] o romance na tela grande, o 3D e os frames, a vida definitiva desses filmes vai ser em um Blu-ray. É lá que eles vão encontrar o seu lugar de descanso.”

Até a última parte [“Lá e de Volta Outra Vez”, com previsão de estreia em julho de 2014], Jackson está bem ciente de que alguns espectadores podem não gostar da demora até o episódio final.

“Essa foi nossa chance de fazer um filme que volta para trás na história – ou melhor, três filmes, – que seja capaz de terminar em suspense”, diz. “Me lembro quando eu tinha 17 anos, e houve aquele final de ‘O Império Contra-Ataca’ [de ‘Guerra nas Estrelas’]. Foram cerca de três anos de espera, então acho que estamos sendo muito generosos com os nossos fãs.”

 

Luke Evans – Ator galês entra na franquia e avisa que chegou para ficar

 

No ano passado, a primeira parte de “O Hobbit” arrecadou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo, mas o ator galês Luke Evans teve que apenas observar em silêncio o sucesso de seus colegas de cena, já que seu personagem ainda não havia aparecido. Agora é a vez de seu Bard, o Arqueiro, ganhar destaque.

 

Você filmou sua parte depois do lançamento do primeiro “O Hobbit”. Como foi ver a reação das pessoas e o sucesso todo?

Foi agradável, mas também foi um pouco: “Ah, pena que não faço parte disso”, sabe? Mas eu tenho sido muito paciente, esperei o meu tempo, e agora a minha vez chegou, estou na história e não vou a lugar nenhum.

 

Eu achei esse filme melhor do que o primeiro…

Sim, porque eu estou nele. Tudo bem você assumir isso. (risos)

 

Você tem seu personagem transformado em boneco?

Há o Bard em Lego, que é bem legal. Ele não se mexe tanto assim, não pode dobrar os braços, mas é interessante. E ele vive em uma cidade no lago, tem um arco e flecha de plástico… Ele tem um rosto muito irritado, e isso eu não entendi. Pensei: “Sério? Não sou tão bravo!” As sobrancelhas dele são cerradas! Eu sei que sairá uma edição especial de um outro boneco, e é incrível, em 3D. Quando ele for lançado vai ser o presente de Natal que todo mundo vai ganhar. Vou dar um desses pra cada pessoa. (risos) Quão autoindulgente isso é? “Olá, Feliz Natal, aqui está um modelo de mim.”

 

Então o Lego não tem nada a ver com você?

Não, não. Mas é demais. Digo, é adorável um boneco desses, não? Essa é uma das coisas divertidas em fazer parte de algo grande como “O Hobbit”.

 

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