Bridget Jones em busca de novo ‘felizes para sempre’

Por Carolina Santos
A autora Helen Fielding em noite de autógrafos | Peter Macdiarmid/GettyImages A autora Helen Fielding em noite de autógrafos | Peter Macdiarmid/GettyImages

Pode-se dizer o que for de Helen Fielding, mas coragem ela tem. Afinal, mexer em time que está ganhando não é para qualquer um.

Após fazer leitores se encantarem pelas trapalhadas da solteirona Bridget Jones nos dois primeiros livros da série, publicados em 1996 e 1999, a autora britânica puxa agora o tapete da personagem ao matar o par perfeito que ela tanto suou para conseguir.

Inspirados pelo clássico “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, os romances venderam 15 milhões de cópias ao mostrarem uma trintona bem-humorada, cheia de dúvidas, em luta contra a balança e mestre na arte da autodepreciação, o que gerou identificação imediata com qualquer mulher moderna.

Essa essência está presente em “Bridget Jones – Louca pelo Garoto”, que chega hoje às livrarias do país. O problema é que o aspecto caricatural tomou conta de vez da loira imortalizada por Renée Zellweger no cinema.

Jones agora tem 51 anos, dois filhos pequenos e tenta retomar a vida cinco anos após a morte do marido Mark Darcy. Para isso, dá início a um novo trabalho e volta a se arriscar em relacionamentos amorosos turbinados pelo Twitter e por mensagens de texto (o que apenas a deixa mais paranoica do que já é).

Fãs fizeram coro de protesto contra a decisão de Fielding, que em várias entrevistas justificou a opção. Para ela, a morte de Darcy era necessária para mostrar que a vida nunca é como a idealizamos. Esse entendimento de que a realidade de cada um é mais uma construção do que um presente dado é a principal lição que a autora deixa no novo livro.

 

Como surgiu este romance?

Histórias surgem de vários lugares. Às vezes elas são inspiradas por acontecimentos do passado, pessoas que conheço ou cenários que quero explorar. Esta em particular surgiu da grande surpresa que eu queria que os leitores tivessem ao fim do romance.


O que foi diferente na escrita de “Uma Longa Jornada”?

O modo como o fiz. Basicamente escrevi a história de Ira e Ruth até o ponto em que a história de Ira faz interseção com a de Luke e Sophia. Aí deixei Ira de lado e escrevi a história desses dois. Depois escrevi tudo até o fim. Levou umas três horas para acomodar todos os capítulos no lugar certo.

Que tipo de pesquisa você faz para seus livros?

Não montei nenhum touro, mas vi vários vídeos no YouTube. Fiz muitas pesquisas e li sobre montaria em geral. Tenho um cunhado que mora em uma fazenda e muitas das informações dessa seara vieram da experiência dele.


O que você ainda não conseguiu experimentar?

Tenho sorte de que o gênero em que trabalho me permite experimentar bastante com elementos de outros gêneros. Em “Um Porto Seguro”, pude acrescentar elementos de suspense. Em “Diário de uma Paixão”, nostalgia. Em “Uma Longa Jornada”, o elemento épico. Estou bastante satisfeito, porque os romances que escrevo realmente exploram todo o reino das emoções humanas: medo, surpresa, mistério. Posso falar de tudo isso.


Como autor de livros românticos, o romantismo é regra dentro de sua casa?

Ah, sim! Compro flores e mando cartões para minha mulher. Acabei de comprar um perfume para ela, sem razão alguma, e deixei no travesseiro dela com um cartão. Faço o meu melhor. Ela é uma grande dama e merece romance.

Loading...
Revisa el siguiente artículo