Mostra reúne filmes sobre três importantes cineastas italianos

Por Carolina Santos
Bertolucci em cena de documentário que o retrata | Divulgação Bertolucci em cena de documentário que o retrata | Divulgação

Por coincidência (ou não), a 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reuniu na mesma edição três longas-metragens sobre as paixões artísticas e o processo criativo de três importantes diretores de vertentes distintas do cinema italiano.

Conduzido a partir de depoimentos do próprio diretor, “Bertolucci por Bertolucci”, de Luca Guadagnino e Walter Fasano, remonta a carreira do responsável por “Último Tango em Paris” (1972). A ausência de gravações inéditas no longa é compensada pelo vasto trabalho de pesquisa e edição  dos diretores por arquivos ao redor do mundo, o que rendeu 300 horas de material e um filme aberto tanto a iniciados como a iniciantes na obra de Bertolucci.

Já “Giuseppe Tornatore: Todo Filme É Meu Primeiro Filme”, de Luciano Barcaroli e Gerardo Panichi, é uma coleção de depoimentos de artistas que já trabalharam com o diretor de “Cinema Paradiso” (1988). O longa se revela uma ode ao prazer e à magia do cinema a partir da visão de mundo de Tornatore, que, atualmente, faz um documentário sobre Ennio Morricone, seu velho parceiro de trilhas sonoras.

O terceiro longa da leva foi escalado para encerrar a Mostra. “Que Estranho Chamar-se Federico – Scola Conta Fellini” é uma espécie de ficção documental, na qual atores encenam memórias da amizade de Scola com o diretor de “A Doce Vida” (1960), ao mesmo tempo em que imagens de arquivo reverenciam o universo onírico do cineasta.

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