Mostra Internacional de Cinema atrai amantes de filmes independentes

Por Carolina Santos
‘Ana Arabia’, de Amos Gitai, é destaque na Mostra | Divulgação ‘Ana Arabia’, de Amos Gitai, é destaque na Mostra | Divulgação

Chegou o momento mais aguardado do ano pelos cinéfilos de São Paulo. Filas, má alimentação, falta de assentos, atrasos e filmes cancelados de última hora não derrotam o ânimo desses espécimes quando o assunto é a Mostra Internacional de Cinema, que dá hoje a largada de sua 37ª edição.

Ao todo, serão mais de 370 títulos em exibição até o dia 1º/11, quando o evento encerra a céu aberto com “O Circo” (1928), de Charlie Chaplin, no Vale do Anhangabaú.

Este ano, a seleção dá atenção especial ao sempre presente cinema asiático. Clássicos do japonês Yasujiro Ozu (1903-1963) ganham revisão, assim como a obra do diretor filipino Lav Diaz, um dos três homenageados com retrospectivas ao lado de Stanley Kubrick e do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho.

Haverá ainda um ciclo de filmes chineses e uma programação batizada de “Foco Coreia”, que contará com dez filmes do país, entre curtas e longas, e a participação de Park Chan-wook, diretor de “Old Boy”, que apresenta sua trilogia da vingança.

“Acho o cinema asiático muito interessante. Essa é uma função da Mostra, de não ir somente pelo caminho do consagrado”, afirma a curadora Renata de Almeida.

Segundo ela, mais de 1.500 filmes se inscreveram em busca de um espaço no evento, mas pouco mais de 370 conquistaram seu lugar ao sol. “As pessoas nunca fizeram tantos filmes quanto agora”, aponta ela.

A seleção de títulos brasileiros também chega reforçada, com alguns títulos que fizeram barulho em outros festivais, como “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, “Riocorrente”, de Paulo Sacramento e “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra. Os ingressos custam R$ 19 e podem (e devem) ser comprados antecipadamente pelo site ingresso.com. A programação completa está no site mostra.org.

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