Coproduzido por Wagner Moura, "Serra Pelada" reproduz o garimpo paraense nos anos 80

Por Carolina Santos
Wagner Moura exibe visual calvo em ‘Serra Pelada’ | Divulgação Wagner Moura exibe visual calvo em ‘Serra Pelada’ | Divulgação

Nos momentos centrais de “Serra Pelada”, novo filme de Heitor Dhalia (“À Deriva”), que estreia nesta sexta-feira, impressiona o formigueiro humano, em busca do ouro, retratado na tela. O cineasta pernambucano confessa não ter sido fácil reproduzir de forma precisa o universo caótico do garimpo que estourou nos anos 1980 no Pará.

“‘Serra Pelada’ tem uma história bastante longa e complexa de realização. Me perguntei porque ninguém fez antes um filme sobre um evento histórico tão importante. Mas, quando eu estava fazendo, entendi”, diz Dhalia.

“Trazer aquele lugar de volta, onde, no auge, cem mil homens trabalhavam numa montanha que se movia o tempo todo… Era tudo muito complicado, passamos um ano produzindo. A motivação maior foram as lembranças das reportagens perturbadoras daquele tempo. Usamos muitas imagens de arquivo e recursos de computação gráfica, que integramos ao que filmamos”, conta Dhalia.

Tendo a ganância como mote, a trama acompanha os amigos Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), que saem de São Paulo em busca de dinheiro fácil no garimpo de Serra Pelada. Com o passar dos meses, o ambiente hostil os transforma e o poder substitui o ouro como principal moeda de troca no local.

Com orçamento de R$ 10,5 milhões, o longa traz ainda no elenco Matheus Nachtergaele e Wagner Moura – também coprodutor – com uma careca avantajada na pele do mau caráter Lindo Rico.

Em sua estreia nos cinemas, Sophie Charlotte faz cenas ousadas com Cazarré no papel da prostituta Tereza. “Tudo era novidade para mim, mas fiquei muito à vontade. Confiei no Heitor e fui”, diz a atriz.

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