Arnaldo Antunes lança disco chamado "Disco"

Por Carolina Santos
‘Disco’ traz primeira parceria de Antunes com Caetano  | Fernando laszlo/ Divulgação ‘Disco’ traz primeira parceria de Antunes com Caetano | Fernando laszlo/ Divulgação

Há 20 anos, Arnaldo Antunes se desvinculava dos Titãs para embarcar em uma carreira solo que já nascia multiplataforma com “Nome” (1993), lançado em CD, vídeo e livro.

Agora na era digital, ele brinca novamente com formatos em “Disco”, seu 13º trabalho solo e primeiro CD de inéditas desde “Iê Iê Iê” (2009). Quatro das novas faixas chegaram à internet de forma avulsa, entre agosto e setembro, enquanto o artista finalizava as gravações do álbum nos intervalos da turnê do disco “Acústico MTV”.

Com isso, Antunes quis extrair o melhor dos dois mundos e, ao mesmo tempo, refletir sobre novos modos de consumo de música – uma provocação já presente no próprio título do trabalho.

“Tenho um pouco de pena de quem só ouve música avulsa e perde o conceito e aquela coisa ritualística [de ouvir um álbum inteiro]. [Ao mesmo tempo], para o artista é muito legal não precisar esperar para lançar uma música”, diz ele. “Tenho apego ao conceito do disco e acho que esses formatos vão conviver por um tempo”, completa.

“Disco” traz 15 faixas recheadas de nomes de diferentes gerações da música. Há composições em parceria com Marisa Monte, João Donato, Céu, Hyldon e Nando Reis, entre outros, além da participação de gente como Fernando Catatau e Felipe Cordeiro na parte instrumental.

Parte das canções surgiu durante as férias de Antunes, no início do ano. “[Esse período] é quando paro para tocar e compor sem preocupação. [Ele] me fez ter vontade de entrar logo no estúdio.”

Outra parte foi retirada da gaveta. É o caso de “Morro, Amor”, primeiro trabalho conjunto com Caetano Veloso, concebido inicialmente para o filme “Romance” (2008), de Guel Arraes.

Para Antunes, “Disco” difere de “Iê Iê Iê” por ser mais diversificado em termos de gêneros musicais e formações instrumentais. “Nunca entrou na minha cabeça a necessidade de impor um gênero. Acho que esse é um sintoma da nossa época. As pessoas estão pouco preocupadas com isso”, afirma o músico.

A turnê de lançamento de “Disco” chega a São Paulo no dia 31 e prossegue até 9/11 com seis shows no Sesc Belenzinho, três já com lotação esgotada. Os ingressos estão à venda na rede Sesc por R$ 25.

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