Instituto Tomie Ohtake abre mostra sobre Manoel de Oliveira

Por Carolina Santos
Manoel de Oliveira brinca com uma foto antiga dele mesmo | Pedro Correia/Cortesia Jornal de Notícias Manoel de Oliveira brinca com uma foto antiga dele mesmo | Pedro Correia/Cortesia Jornal de Notícias

Um dos maiores realizadores da história do cinema, o diretor português Manoel de Oliveira, 104, ganha uma merecida exposição no Instituto Tomie Ohtake que abre hoje para convidados e amanhã para o público.

“Manoel de Oliveira: Uma História do Cinema” foi apresentada em 2008 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, para celebrar o centenário do cineasta em Portugal. Cinco anos depois, a mostra chega a São Paulo atualizada com os filmes feitos por ele desde então. Ao todo, são 54 obras, entre curtas, médias e longas-metragens

“Os filmes são a exposição. Montamos as peças a partir de temáticas recorrentes nos trabalhos de Manoel, envolvendo teatro e a relação entre documentário e ficção, entre outros assuntos”, explica a curadora Paula Fernandes. Apenas sua primeira obra, “Douro, Faina Fluvial” (1931), será exibida na íntegra. “É importante dizer que esses trechos de filmes não são montados como filmes. Eles mostram quem é Manoel de Oliveira”, salienta ela.

A exposição integra a 37a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa oficialmente no dia 18, e vai funcionar como  uma homenagem a seu fundador, Leon Cakoff (1948-2011). “Manoel de Oliveira e Cakoff eram grandes amigos. Faz todo o sentido essa exposição fazer parte da Mostra”, afirma Paula.

Além dos filmes, a exposição é ainda composta por fotos de cenas, manuscritos, textos e outros itens relacionados ao prolífico trabalho do cineasta português.

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