"Elysium": Ficção científica com toque brasileiro

Por Carolina Santos
Wagner Moura tem papel crucial em ‘Elysium’ | Divulgação Wagner Moura tem papel crucial em ‘Elysium’ | Divulgação

Até onde vai a desigualdade entre os seres humanos? Para o diretor Neill Blomkamp (“Distrito 9”), o abismo social atinge o espaço sideral.

Em “Elysium”, que estreia hoje, a elite política e econômica dominante do ano 2154 vive em um satélite impenetrável para o resto da população, relegado a um planeta Terra favelizado, com recursos naturais esgotados.

Quem tem a chance de mudar isso é o pobretão Max (Matt Damon), que precisa furar o escudo para usar o sistema de saúde dos ricos e não faz ideia que seu gesto pode por fim à distinção de classes.

Quem o ajuda na empreitada é o hacker Spider, vivido por Wagner Moura em seu primeiro trabalho de grande porte em Hollywood.

Ao lado do baiano de 37 anos está a também brasileira Alice Braga, 30. Com trânsito em outras produções hollywoodianas (“Eu Sou a Lenda”, “Predadores”), ela vive o par romântico de Max.

“Não sinto que o filme seja uma previsão, mas acho que Neill cria uma história para cutucar e mostrar que a mudança tem que estar na gente”, afirma ela, sobrinha da atriz Sonia Braga.

O elenco traz ainda outros atores de diferentes países, como o mexicano Diego Luna e o sul-africano Sharlto Copley. “Neill não escolheu esse elenco à toa, evidentemente era vontade dele trazer atores para quem a exclusão faz algum sentido”, diz Moura.

Para ele, a maior pedra no sapato para a construção de Spider foi a mudança de idioma. “Achei muito difícil [falar em inglês]. Tinha que preencher aquelas palavras com uma humanidade artificial.”

Outra grande dificuldade vivida por ele se deu durante os cinco meses de gravação, em Vancouver, no Canadá, quando teve uma grave pneumonia. “Foi muito difícil ficar tanto tempo longe de casa, em um lugar onde eu não conhecia ninguém.”

Ainda assim, a experiência valeu a pena. “Adoro projetos de entretenimento que têm algo a dizer. Acho que essa é a coisa mais difícil”, conclui ele, que se prepara agora para estrear na direção com um longa sobre o guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969).

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