Seguranças de Gisele Bündchen são processados por agressão a fotógrafos

Por fabiosaraiva
A modelo Gisele Bündchen posa para fotógrafos durante evento em Nova York (EUA) | Dimitrios Kambouris/ Getty Images A modelo Gisele Bündchen posa para fotógrafos durante evento em Nova York (EUA) | Dimitrios Kambouris/ Getty Images

Três ex-seguranças da modelo Gisele Bündchen e do astro de futebol americano Tom Brady serão julgados por “tentativa de homicídio” de dois fotógrafos, um deles da Agence France-Presse (AFP), informou um tribunal da Costa Rica.

 

O Tribunal de Puntarenas convocou “para a celebração do debate oral e público (…) em 23 de setembro”, na causa por “tentativa de homicídio contra Yuri Cortez e Carlos Avilés”, segundo uma cópia da resolução entregue à AFP.

 

O ataque com armas de fogo contra Cortez, fotógrafo da AFP, e seu colega Carlos Avilés, de um jornal local, foi cometido em 4 de abril de 2009 perto da casa da modelo brasileira, no balneário de Santa Teresa de Cóbano, durante uma festa de casamento.

 

O trio de seguranças – dois costa-riquenhos e um colombiano – prendeu os dois fotógrafos na rua e os obrigou a ir até as imediações da casa de Gisele.

 

Lá, chegaram dois estrangeiros. Um deles disse ser o americano Tom Brady, marido da modelo. Eles exigiram a entrega das câmeras, o que foi negado pelos fotógrafos. Quando os jornalistas voltavam para o carro, um dos seguranças atirou no veículo. A bala passou entre os dois fotógrafos, perdeu força, passou pelo para-brisas e caiu dentro do carro, segundo a denúncia.

 

“Esperamos uma condenação. Contamos com provas suficientes para sustentar o fato no tribunal”, disse o advogado dos denunciantes, Víctor Herrera.

 

Os acusados são os costa-riquenhos Alejandro Valverde, que se identificou como o chefe de segurança nesse dia, e Miguel Solís, assim como o colombiano Alexander Barahona, apontado por Cortez como o autor do disparo.

 

A vida dos jornalistas “correu perigo nesse momento, e eles querem, logicamente, que se faça justiça”, ressaltou Herrera.

 

O advogado lembrou que, em uma audiência anterior há quase três anos, os seguranças “insultaram” os demandantes ao lhes oferecer 200 dólares para encerrar o caso.

 

“Estou feliz que, depois de mais de quatro anos de espera, a Justiça costa-riquenha leve o caso a julgamento. Eles tentaram me matar, e acho que temos elementos suficientes para provar isso”, disse Cortez, de nacionalidade salvadorenha e que hoje trabalha como fotógrafo da AFP no México.

 

O tribunal agendou nove horas de audiência para ouvir as partes e as testemunhas no dia 23 de setembro.

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