Cultuada na década de 1980, o "Mulheres Negras" está de volta

Por Carolina Santos
Os Mulheres Negras  André e Maurício | Gal Oppido/Divulgação Os Mulheres Negras
André e Maurício | Gal Oppido/Divulgação

Prepare o saudosismo. Após algumas idas e vindas, o Mulheres Negras está definitivamente de volta.

E, para celebrar, a dupla André Abujamra e Maurício Pereira se apresentam neste domingo, no Auditório Ibirapuera, para relembrar canções como “Milho”, “Eu Vi” e “John”, além de mostrar algumas inéditas e, como é de praxe, o improviso.

Pereira e Abujamra fizeram muito sucesso na década de 1980, com a banda que gostam de chamar de a “terceira menor big band do mundo”. Experimentais, misturaram ritmos como clássico com punk, caipira com jazz, entre outros.

Toda essa mistureba vai reaparecer em novas composições, que eles pretendem lançar em um novo disco. “Estamos retomando o repertório antigo para ver como é tocá-lo no século 21”, diz Pereira. “E ficamos satisfeitos ao perceber como ele é atual”, completa. Para ele, ao resgatar o antigo público e ganhar novos, comprova o quão são contemporâneos. “Música não precisa ser linear.”

Sempre inquietos, o Mulheres foi percursor na forma de enxergar o mercado. “Pensávamos no show como um todo: a música, nossa imagem e no relacionamento com o público. Isso em 1980!”, lembra.

No mesmo dia será exibido o doc “Música Serve Pra Isso – Uma História do Mulheres Negras”, de Bel Bechara e Sandro Serpa.

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