Brian De Palma retoma às origens no thriller "Passion"

Por Carolina Santos
Brian de Palma e a atriz Noomi Rapace no Festival de Veneza | Gareth Cattermole/Getty Images Brian de Palma e a atriz Noomi Rapace no Festival de Veneza | Gareth Cattermole/Getty Images

Depois de uma longa pausa, o cineasta Brian De Palma retornou às origens  ao  explorar a sexualidade em seu mais recente thriller,  “Passion”, que estreia sexta-feira nos cinemas. O filme conta a estranha relação entre Christine (Rachel McAdams) – chefe de uma famosa agência publicitária – e Isabelle (Noomi Rapace), seu principal talento.

Apesar da amizade e tensão sexual entre as personagens, o clima de traição fica evidente quando
Christine rouba os méritos de uma grande campanha feita por Isabelle, que por sua vez se aventura com o namorado da chefe.

Em meio a este  clima de dissimulação se inicia um tenso jogo de aparências, manipulação e vingança. A maioria das cenas de sexo, segundo o próprio diretor, foi improvisada.

“Passion” é um remake do filme francês “Crime de Amor” (2010), de Alain Corneau, com a francesa Ludivine Sagnier e a britânica Kristin Scott Thomas nos papéis principais.

Existe uma grande quantidade de cenas de sensualidade feminina no filme. Era tudo improvisado?

Eu as deixei livres, apenas observava para ver o que ia acontecer. Era tudo improvisado e elas tornaram o mais real possível. Se algo não funcionava, repetíamos. Elas foram fantásticas e foi simplesmente fascinante vê-las.

A personagem de Rachel McAdams parece muito com uma versão adulta de sua personagem em “Meninas Malvadas”. Você viu esse filme?

Claro! Eu sabia que ela poderia interpretar esse papel depois que assisti ao “Meninas Malvadas”. As personagens, nos dois filmes, têm como característica serem manipuladoras e cruéis.

Você optou por usar tela dividida durante uma cena crucial do filme. Como foram as reações?

Parece que funcionou. Muitas pessoas falaram sobre isso. Eu olho para a cena e penso como seria a melhor maneira de filmar, não faço como se tivesse uma caixa de pinturas de coisas que gostaria de colocar no filme. Além disso, eu nunca filmei um assassinato, onde você tem uma tela dividida e duas mulheres fantasticamente bonitas de cada lado e, de repente, uma faca corta a garganta de alguém e você vê uma máscara salpicada de sangue. Eu nunca tinha feito isso antes.

Os autores do vídeo viral que você recriou para o filme disseram algo?

Até agora nada. Eu vi isso na internet e basicamente copiei para o filme. Ele se tornou viral, todo mundo achava que era real, mas, na realidade, era de dois executivos de publicidade [na Austrália].

Você não teve que procurá-los para usar a ideia?

Não. Acho que eles não se importariam de terem sido copiados.

Você participou do Festival de Toronto de 2012. Qual é sua opinião sobre esse tipo de público e a que assistiu de interessante?

É o melhor do mundo, especialmente para um diretor como eu. São do tipo que amam os meus filmes e quero ver o que você está fazendo. Procurei assistir filmes que dificilmente assistiria em Nova York (onde mora). Procuro coisas novas lendo sinopses e seguindo dicas de amigos.

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