Breno Serafini faz análise da obra de Millôr em "Millôres Dias Virão"

Por fabiosaraiva
| Reprodução “Millôres Dias Virão”, de Breno Serafini, Ed. Libretos Universidade, 212 págs., R$ 28 | Reprodução

Pai do jornalismo alternativo, desenhista, dramaturgo, escritor, tradutor e humorista. Millôr Fernandes (1923 – 2012) era um artista múltiplo. Ele, que completaria 90 anos no último dia 16, tem sua obra de crônicas analisada pelo escritor gaúcho Breno Serafini, que está lançando o livro “Millôres Dias Virão”.

Serafini debruçou-se sobre as crônicas provocativas e instigantes publicadas nas revistas “Istoé” e “Istoé/Senhor” no período de redemocratização do país na década de 1980. “O leitor vai descobrir que, por trás de um discurso sarcástico, se esconde uma crítica séria sobre o país e, mais que isso, do homem universal, pois, através da análise das crônicas do Millôr mais ainda aparecem as contradições que todos vivemos”, comenta o autor.

Após mergulhar na obra de Millôr, Breno diz que sua visão mudou em relação a ele. “Descobri que, mesmo declarando-se anarquista, um ser que questiona tudo e todos [inclusive a si próprio], no fundo, ele era um humanista”.

Fartamente ilustrado por citações de Millôr, o livro é predominado pelo humor. “Uma análise sisuda seria uma falha imperdoável, não condizente com o tema e o próprio autor”, diz Serafini. E ele opina como Millôr reagiria ao momento de manifestações que o país vive.

“Ele diria: ‘não me sigam, eu também estou perdido’. Em segundo, diria, principalmente aos jovens, ‘não desistam de pensar autonomamente’.

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