Festival Anima Mundi abre sua 21ª edição em nova casa

Por Carolina Santos
Festival Anima Mundi | Divulgação Festival Anima Mundi | Divulgação

Frequentadores do Anima Mundi vão estranhar a nova configuração do festival, que abre hoje sua 21ª edição paulistana de casa nova. Em vez do Memorial da América Latina, o evento ocupa até o dia 18 três salas do Espaço Itaú Augusta e a Galeria Olido. A medida não implicou diminuição no número de sessões ou de ingressos, mas fez com que fossem suspensas as oficinas de animação que recheavam a tenda.

O motivo para a mudança é a falta de recursos. Orçado em R$ 9 milhões, o evento captou menos da metade. “Isso está acontecendo com quase todos os festivais. A gente acredita que os departamentos de marketing das empresas estão mais direcionados a eventos de esporte que estão acontecendo no Brasil”, explica o diretor César Coelho.

O revés não impediu o crescimento do gigantismo do festival, que quebra mais uma vez o recorde de produções exibidas, com 510 curtas e 13 longas de 53 países.

O nível de qualidade tem subido tanto que o evento achou necessário criar uma sessão exclusiva, batizada de “Olho Neles”, para curtas brasileiros que não conseguiram entrar na mostra competitiva.

Segundo Coelho, a crise financeira europeia começa a ter reflexo na produção de animações. “O Festival deste ano não está tão engraçado. A tecnologia está fazendo com que a animação se torne uma expressão cada vez mais pessoal e autoral, o que reflete o que acontece no mundo”, diz.

O evento celebra ainda “Uma História de Amor e Fúria”, de Luiz Bolognesi. O filme recebe uma sessão especial após ter conquistado o feito inédito na animação brasileira de ser premiado como melhor longa-metragem no Festival de Annecy, o Oscar do gênero.

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