Versão musical do filme "Billy Elliot" chega ao Brasil em produção britânica

Por Carolina Santos
Cena do musical que estreia hoje em São Paulo | amy boyle/divulgação Cena do musical que estreia em São Paulo | amy boyle/divulgação

Lançado em 2000, “Billy Elliot” foi a primeira incursão do então diretor teatral Stephen Daldry em longas-metragens. A história do filho de um minerador que encontra na dança a chance de mudar a própria vida surpreendeu o estreante ao render três indicações ao Oscar e três BAFTA, entre outros prêmios.

Foi aí que surgiu a ideia de inverter as mídias e adaptar a trama aos palcos. Com direção do próprio Daldry e roteiro de Lee Hall – também responsável pelo filme –, a produção estreou em Londres em 2005 com o reforço de Elton John nas canções. Quando migrou para a Broadway, em 2008, faturou dez Prêmios Tony, a principal premiação do teatro americano.

É essa mesma montagem britânica que chega  ao Brasil para uma curta temporada no Credicard Hall, com uma novidade: é a primeira vez que a produção será apresentada com legendas, já que elenco e equipe vêm todos de fora do país.

“O que mais me atrai nesta peça é que ela não é um musical normal. Ela traz uma mensagem muito forte sobre os sonhos de alguém e como é possível persegui-los. Essa é uma lição muito poderosa”, afirma o diretor residente Steven Minning.

No palco, três atores-mirins se revezam no personagem-título que coube a Jamie Bell no cinema. “É um papel muito exigente. Billy Elliot fica em cena 90% do tempo e tem pelo menos cinco danças muito fortes. Mesmo se eles fossem adultos, este seria um trabalho difícil. É preciso muita energia”, diz Minning.

Segundo o diretor, o musical tem coreografias de gêneros diversos que vão do balé ao sapateado, com doses de jazz e contemporâneo. “Mas a base maior é mesmo o balé”, diz ele, referindo-se aos números de Peter Darling, que também trabalhou no filme.

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