Ellen Oléria lança CD com canções autorais e mostra que tem o que dizer

Por Carolina Santos
Ellen Oléria | Divulgação Ellen Oléria | Divulgação

De cara, uma interpretação enérgica de “Anunciação” já ganha o ouvinte. Depois, quem conheceu Ellen Oléria, a cantora, no “The Voice”, pode descobrir que ela também sabe compor — e bem.

“O ‘The Voice’ é uma mostra de intérpretes e foi assim que me apresentei”, comenta Ellen. “Agora, quero mostrar outras vertentes: escrevo, sou atriz, toco, componho e tudo isso traz elementos para meu jeito de ver as coisas.”

Como uma herança do programa, Ellen apresenta algumas releituras que dão certo ar de familiaridade ao público da Rede Globo. Escolheu canções que a “fizeram sentir”. E que fizeram sentir também pessoas próximas a ela, como a irmã Eliene, que gostava de Jorge Benjor, e Dadá, que adorava tocar Zé Ramalho. Há também canções de Milton Nascimento e Alceu Valença, entre outros.

O ponto alto do álbum está nas canções autorais. Destaque para “Não Lugar”, que fala sobre o sentimento de não pertencimento dos moradores de Brasília, da mistura de identidades da capital.

“Testando” também se distingue por seu tom crítico sobre o preconceito racial vivido em primeira pessoa. “Meu cabelo crespo/ não ponho na chapa. Aguenta minha marra/ teu cartão não me paga/ minha ancestralidade no meu peito eu não tô te vendendo”.

Quando fala, Ellen usa sempre o plural “nós”. Frisa  a importância dos grandes músicos de que se cerca. No auge, ela afirma que não teme passar, como antecessores de programas similares. “Não tenho medo de passar, como tenho convicção de que passarei.  A imortalidade nunca foi um objetivo. Estarei feliz se fizer bem minha passagem.”

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