Em "Wolverine-Imortal", Hugh Jackman encarna o mutante pela sexta vez

O ator volta em sequência do filme, que mostra o angustiado justiceiro considerando a mortalidade enquanto luta com ninjas, robôs-samurais e uma mulher-víbora no Japão

Por Carolina Santos

Hugh Jackman é um cara da música e da dança que volta e meia surge em musicais tanto nos palcos quanto nas telas. Mas, para a maioria das pessoas, ele é apenas Wolverine, o mutante de garras afiadas da franquia X-Men. Depois de ter explorado as origens do personagem em um filme bastante criticado, em 2009, o ator volta em “Wolverine – Imortal”, spin-off que mostra este angustiado justiceiro considerando a mortalidade enquanto luta com ninjas, robôs-samurais e uma mulher-víbora no Japão.

 

Ouvi falar que você era um grande fã da história de Chris Claremont e Frank Miller, publicada nos anos 1980, na qual o filme é baseado.

Eu a li durante o primeiro “X-Men” (2000) e sempre achei que poderia ser base para um grande filme. Depois de 13 anos, os produtores concordaram comigo. Adoro o pano de fundo da história. Ir até o Japão dos samurais foi realmente fresco e diferente.

 

Wolverine tem que lutar com ninjas e samurais, mas não com outros mutantes. Que tipo de desafio isso conferiu ao personagem?

O que é realmente bacana é a forma como eles lutam e seus valores. Não é algo apenas físico – exige-se o controle da mente. Acho que Wolverine, que é instintivamente animalístico e emotivo, simplesmente não pensa no que faz. Agora ele está lutando contra humanos.

 

Este filme é mais sombrio que o anterior.

É, e acho que deveria ter sido mesmo. O próprio roteiro é uma espécie de renascimento do personagem. Se tem alguém do mundo das HQs com argumento forte o suficiente para ter um filme com classificação 18 anos, ele provavelmente é o Wolverine.

 

Você, em geral, interpreta papéis mais leves e exuberantes do que Wolverine, que odeia todo mundo.

Atuar sempre me dá a chance de explorar outras facetas de mim mesmo e da condição humana. É sempre difícil voltar para a pele do Wolverine porque já estou interpretando-o há 13 anos, entre idas e vindas. Mas James (Mangold, o diretor) ficou em cima para que eu me aprofundasse.

 

Mangold tende a dirigir filmes menores, como “Johnny & June”. O que o trouxe para este projeto?

É a sexta vez que interpreto Wolverine, mas nunca foi como agora. Acho que ele conseguiu extrair o melhor de mim e dos outros atores.

 

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