Marmitas do Bem: como ajudar projeto do chef Fogaça que alimenta moradores de rua

Por Band.com.br

O impacto da pandemia e da quarentena em seus negócios não impediu o chef Henrique Fogaça que continuar a pensar e a ajudar o próximo. Depois de ficar quase um mês com os restaurantes fechados, o jurado do MasterChef Brasil percebeu que poderia pegar os alimentos estocados e que iriam vencer para fazer marmitas para pessoas em situação de rua.

"O Marmitas do Bem é um projeto social. Como tudo ficou parado, muitos restaurantes estavam perdendo seus produtos. A gente resolveu pedir doações, temos cozinheiros voluntários. Então a gente faz a comida no Jamile e entrega no centro da cidade", contou Fogaça.

"É uma ação solidária importante, pois está todo mundo sofrendo de todas as formas – ainda mais as pessoas que moram na rua, que não tem nada, muito mais. É o mínimo. É um projeto que deu certo e está dando muito certo", completou. A ideia inicial era distribuir 10 mil marmitas – atualmente já foram entregues mais de 13 mil marmitas –, mas o projeto continuará enquanto houverem doações, seja de dinheiro ou de alimentos.

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Quem quiser contribuir com o projeto basta entrar "vaquinha eletrônica" das Marmitas do Bem, no site Kickante. Até o momento, foram arrecadados mais de R$ 130 mil. Outra forma de ajudar é pedindo uma garrafa de vinho da marca Mía Sangria Freixenet pelo delivery do restaurante Jamile. Além de receber o produto, os R$ 30 pagos serão revertidos para o projeto social graças a uma parceria com a marca de bebidas.

"Antes da pandemia, eu já tinha olhado o delivery com algumas empresas e estava pensando em praticar. No mundo que a gente vive hoje, todo mundo quer tudo muito fácil, na mão, e a comida é uma delas. A gente tinha visto, mas eu deixei um pouco de lado. Comecei definitivamente mais ou menos um mês depois do início da pandemia. É a única forma de sobrevivência, pois todos os restaurantes estão fechados", contou Fogaça.

Para entregar as encomendas do delivery, tanto do Sal Gastronomia, do Cão Véio e do Jamile, o chef de cozinha está contando com equipe reduzida e rodízio de funcionários. "Infelizmente, tivemos que desligar alguns colaboradores, porque o grupo era grande", lamentou.

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