Bolsonaro critica medidas de controle do vírus: 'economia não pode parar'

Por Estadão Conteúdo

Em videoconferência com empresários do setor produtivo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a decisão de alguns governadores de fechar rodovias e aeroportos para conter a disseminação do novo coronavírus no País. Ele afirmou que não é o momento para criar pânico e que "a economia não pode parar".

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O presidente ressaltou a necessidade da manutenção da produção de produtos, como remédios, da logística de transporte das cargas e da indústria alimentícia.

Segundo o presidente, o governo recebeu cerca de 35 propostas do setor produtivo nos últimos dias e que algumas foram acatadas com apoio do Congresso Nacional. Segundo ele, os parlamentares abriram mão de R$ 8 bilhões em emendas parlamentares e de bancada para custear medidas para enfrentar a epidemia de coronavírus.'

Criticou governadores
O presidente Jair Bolsonaro se posicionou contrário a algumas medidas aplicadas por governadores para conter a disseminação da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. "Tem certos governadores que estão tomando medidas extremas que não competem a eles, como fechar aeroportos, rodovias, shoppings e feiras".

Bolsonaro afirmou que ficou "preocupado" ao saber que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, decidiu fechar as divisas da capital. Além disso, também foram proibidas visitas em praias, rios e portos turísticos da cidade. Medidas semelhantes foram aplicadas pelo governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Bolsonaro defende que sejam estabelecidas medidas "equilibradas" para conter a doença e para minimizar os impactos na economia. Afirmou que, apesar de o novo coronavírus ser letal, muitos podem morrer de fome por não terem condições de comprar alimentos. "A pessoa com a alimentação deficitária é mais propensa a pegar o vírus e complicar a situação sanitária", afirmou.

Para ele, a situação é mais grave para o trabalhadores informais, sem vínculo empregatício. O mandatário afirmou que, por conta da redução de movimento nas ruas, muitos estão em casa sem conseguir vender.

"Vai faltar alimento para eles, Da nossa parte, estamos criando um voucher, de R$ 200. É pequeno, mas é o que podemos fazer. Vocês estão levando como se eu estivesse despreocupado, mas não podemos levar para o extremismo", afirmou ao sair do Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (20).

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