Guia para isolamento contra o Coronavírus

Por Metro Jornal com Band News

C om a disseminação do coronavírus, mais pessoas estão optando pelo isolamento em casa. Algumas empresas também já estão pedindo para seus funcionários trabalharem remotamente, o chamado home office. Nesse caso, quais medidas preventivas preciso tomar para evitar a disseminação da doença?

“O coronavírus é transmitido basicamente por via respiratória, as gotículas que ficam no ar, tosse, respiração, beijo. A mão é uma forma de transmissão importante, porque a gente leva no rosto. Dependendo do material, ele consegue viver, mais ou menos, 48 horas. Mas não significa necessariamente que vai infectar”, afirma Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Caso a pessoa esteja em home office e tenha tido contato com pessoa diagnosticada a recomendação é ficar em isolamento total. Mas, em qualquer situação, algumas medidas ajudam a evitar a propagação do vírus.

MEDIDAS GERAIS

A higiene pessoal e da casa deve ser colocada em prática a todo momento

Mãos Limpas 

A higienização das mãos com álcool gel ou água e sabão deve ser realizada frequentemente, especialmente após contato direto com pessoas, antes de se alimentar e depois de tossir ou espirrar

Higiene Total

Deve-se limpar maçanetas, interruptores e outros objetos de uso comum com álcool 70% ou produtos que tenham hipoclorito de sódio (o famoso cloro), principalmente em caso de contato com pessoa diagnosticada

Convivência

É necessário evitar o contato com pessoas do grupo de risco em qualquer hipótese

Quanto tempo

O ideal é que haja o isolamento, sem contato próximo, durante pelo menos 14 dias, caso tenha havido contato com pessoa diagnosticada

Banheiro

O ideal é uma toalha de banho, rosto e mão para cada morador, se o contato com pessoa diagnosticada tenha acontecido

Cozinha

Copos, pratos e talheres não devem ser compartilhados

Quarto

Caso a pessoa não seja do grupo de risco, não há problema em dormir na mesma cama e permanecer no isolamento juntos. Se houve contato com pessoa diagnosticada, o distanciamento deve ser completo

 

Cuidado com crianças e idosos

Muitas escolas estão cancelando as aulas. Como lidar com as crianças nessa situação? “Se elas estão em casa apenas por precaução, vale o mesmo raciocínio do home office”, diz Otsuka.

Mas caso ela tenha tido contato com pessoa diagnosticada, o ideal é que fique isolada, sem contato próximo com outras pessoas e longe de indivíduos do grupo de risco. Em qualquer hipótese, o contato com idosos deve ser evitado, pois crianças podem transmitir a doença sem saber, já que geralmente apresentam sintomas leves ou nenhum, quando infectados.

“Se não é obrigatório, elas não devem sair”, afirma o médico infectologista. Mas se sair para brincar, por exemplo, “o ideal é que ela fique em áreas abertas, ao ar livre, e quanto menos criança junto melhor. Não tem necessidade de juntar”.

 

E os direitos no Home Office

“O que muda é o local onde a prestação de serviço acontece. Esse trabalhador, na sua casa, estará sujeito ao regime de horário e aos demais direitos e garantias”, explica Fabiano Zavanella, professor e advogado trabalhista. “Não é porque está em casa que fará isso de maneira desorganizada ou sem limites.”

Não há imposição legal para que a empresa forneça equipamento de trabalho durante o home office, o que vale é o bom senso. Em relação às faltas, “a legislação diz que, em decorrência do isolamento ou de quarentena, são justificadas”, diz Zavanella.

Até o 14º dia de afastamento de um caso diagnosticado, a responsabilidade de pagamento é da empresa; depois, caso haja necessidade de continuidade do isolamento, ela pode receber auxílio-doença do INSS. “Os autônomos, como diaristas e motoristas de aplicativos, desde que tenham inscrição no INSS, conseguem algum tipo de proteção, o auxílio-doença, por exemplo. A informalidade não traz nenhum tipo de proteção.”

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