Coronavírus: como superar o impacto emocional da pandemia

Por Nathalia Marques

Eventos e aulas canceladas, pessoas trabalhando de casa e lá fora um vírus que não sabemos, de fato, como se manifesta. O cenário realmente parece de filme, mas é o que estamos atravessando: uma pandemia de coronavírus.

A situação realmente pode ter um impacto emocional muito grande em todos nós. É por isso que a escritora e palestrante Pilar Jericó decidiu escrever um guia, ao El País, com algumas dicas sobre como superar o impacto emocional da pandemia.

O artigo foi desenvolvido com base em sua pesquisa para o livro “Héroes cotidianos”. A especialista explica que o primeiro passo para lidar com a situação é reconhecer suas fases.

“[…] Precisamos conhecer os estágios e as emoções que vamos enfrentar. Reconhecê-los nos ajudará a enfrentá-los de uma maneira mais gentil. Desenvolver uma mentalidade positiva, apesar das circunstâncias”, enfatiza.

Pilar ainda explica que podemos passar pelas seguintes fases:

1. Reconhecimento do problema

Ela comenta que o entendimento que há, de fato, um vírus circulando é o começo da jornada emocional. “A reação pode ser de dois tipos, como paradoxalmente a medicina tradicional chinesa diz: apelo do céu, quando é algo desejado, ou apelo do trovão, quando não o procuramos e isso quebra nossos planos. O coronavírus pertence ao trovão”.

2. Negação

"Isso não vai acontecer aqui." A especialista comenta que é comum que haja uma negação. “Nunca acreditamos que isso nos afetará. Nos enchemos de desculpas, como a de que a China está longe ou de ser apenas mais uma gripe, e esquecemos as evidências: que o mundo é globalizado”.

E continua “a raiva deve ser passada, tenhamos razão ou não. Se permanecermos nessa fase, estaremos perdidos, porque perderemos a oportunidade de aprendizado que existe diante de qualquer crise”

3. Medo

“O que vai acontecer conosco? Ela explica que o medo é saudável e pode nos obrigar a nos proteger. No entanto, “há outro medo tóxico, que nos leva à histeria coletiva, às compras compulsivas ou a não dormir à noite. O medo é outra fase pela qual temos que passar rapidamente. É inútil se deixar levar pela emoção, que em muitas ocasiões se torna mais contagiosa do que a própria doença”, enfatiza.

4. Atravessando o deserto

"Estou triste e vulnerável". Nessa fase, Pilar revela que as pessoas podem sentir desconforto. “Na crise dos coronavírus, a jornada pelo deserto deve ser encarada. A mentalidade positiva sem tocar no deserto é falsa e temporária. A boa notícia é que os desertos também são abandonados”.

5. Novos hábitos e confiança

A quinta fase é aceitar a realidade, conquistar novos hábitos e autoconfiança. “Normalizamos a realidade. Se estamos isolados, encontramos os aspectos positivos. Nós nos oferecemos para ajudar os outros por serenidade e não por medo; rimos da situação e, mais importante, nos abrimos para o aprendizado”.

6. Fim da aventura

A última é quando tudo passa e estamos mais fortes. “Essa crise será história, como tudo. Outros virão, novos problemas, e isso significa que estamos vivos. Se conhecemos o processo e aprendemos como indivíduos e como sociedade, valerá a pena, apesar das muitas perdas que tivemos ao longo do caminho”, finaliza.

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