Oração na veia

Por fabiosaraiva

rose-guglielminetti colunistaSó orando ou rezando! Pelo menos é o que a Igreja Católica defende para o resgate da ética na política. O movimento Cerco da Misericórdia convocou todos os brasileiros a entrarem na maratona de oração entre os dias 21 e 28 deste mês. A oração vai durar sete dias e sete noites durante as 24 horas do dia. Os católicos pedirão a Deus para que dê sabedoria e discernimento aos eleitores para que saibam escolher, com liberdade, candidatos comprometidos com o reino de Deus e que abracem a causa da vida e da dignidade humana. Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas, também enviou uma carta às paróquias de Campinas em que tece uma série de orientações para os fiéis. Entre elas está a proibição do uso dos templos e lugares de culto, assim como eventos religiosos, para propaganda eleitoral partidária. Orientou ainda que candidatos que exerçam trabalho voluntário nas igrejas católicas devem se afastar do cargo durante a campanha para não constranger os demais fiéis e condenou ainda o voto de cabresto. No mais, defendeu o financiamento público de campanha e reproduz uma tese da igreja que é eleição em dois turnos, sendo que no primeiro os eleitores votariam em uma proposta e, no segundo, no candidato que a colocasse me prática. Orientações são dadas, mas o cumprimento delas são outros quinhentos. É visível que as igrejas – sejam elas católicas ou protestantes – têm transformado os púlpitos em palanques políticos. Sem nenhum pudor, colocam goela abaixo o nome de determinado candidato. É voto de cabresto, sim senhor!

Rose Guglielminetti escreve no Metro Jornal de Campinas

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