Andando para trás

Por fabiosaraiva

rose-guglielminettiA chacina registrada entre a noite de anteontem a madrugada de ontem em Campinas colocou em polvorosa o Palácio dos Bandeirantes. O secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella Vieira, se envolveu pessoalmente a pedido o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Também pudera! O governo em um esforço danado para abaixar os índices de criminalidade no Estado e aqui, onde os tucanos apostam muitas fichas para alavancar a reeleição de Alckmin, acontece uma tragédia dessas. E pior: com a possibilidade real de ter sido provocada por homens da segurança em retaliação ao assassinato de um colega no domingo por um assaltante. No 1º DP ontem, onde estavam sendo lavradas as ocorrências, a conversa era: “Isso é coisa de bota [apelido dado aos PMs].”

O fato é o seguinte: as respostas terão de vir rapidamente, estando a Polícia Civil equipada para as investigações ou não, para matar no ninho a possibilidade de que essas mortes gerem uma guerra que a gente sabe como começa, mas não sabe como termina. Tem tanto aproveitador doido para colocar seus crimes na conta de outros.

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No sábado, o ex-vereador Dário Saadi lança oficialmente em Campinas o partido ao qual se filiou e do qual será presidente: O Solidariedade. Não sei se há motivo para comemorar, mas o convite para a solenidade destaca a presença do cacique da sigla no país, o deputado federal Paulinho da Força.

Rose Guglielminetti escreve no Metro Jornal de Campinas

 

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