Disputa saudável entre Rio e SP beneficia ciclistas 

Por Carolina Santos

rodolfo-schneider colunistaAs duas maiores metrópoles do país resolveram acelerar a expansão da malha cicloviária. O Rio ainda tem a maior rede da América Latina, mas a prefeitura de São Paulo tem feito 10 quilômetros a cada semana e pretende entregar 400 quilômetros aos ciclistas paulistanos. Em contrapartida, o Rio, que hoje tem 380 km, promete chegar a 450 Km em 2015, quando a cidade completa 450 anos de história. Para isso, dois projetos devem ser tirados do papel:

– 29 quilômetros no Centro (Porto, Lapa, Praça 15,…)

– Praça Saens Peña, na Tijuca, até a Praça 15

Porém

Tanto em São Paulo como no Rio, há reclamações de que as prefeituras forçam a barra e pintam ciclofaixas (onde o ciclista divide espaço com o carro) de forma equivocada somente para engordar os números. A ciclofaixa só pode ser implementada em vias de baixo volume de veículos e velocidade abaixo de 30 km/h. Não é o caso da rua General Polidoro, em Botafogo, por exemplo. Os ciclistas têm se arriscado por ali.

NOTINHAS

DIFÍCIL DE EXPLICAR. Alunos com deficiência correm o risco de não participarem das Paralimpíadas Escolares, o maior evento dessa natureza do mundo. Até agora, a Secretaria Municipal de Esportes não liberou verba para custear a ida dos estudantes para São Paulo. O evento acontece entre 24 e 29 de novembro e o Estado do Rio de Janeiro é bicampeão. No Instituto Benjamin Constant, por exemplo, crianças estão treinando e ainda sonhando com a competição, já que as inscrições vão até este domingo. Imagine a decepção dessas crianças se não participarem.

SUMIU. Um dos mijódromos mais tradicionais do Rio é a região da Glória. Muitos taxistas, que poderiam poupar a cidade dessa sujeira, param ali para urinar. Recentemente, a prefeitura colocou uma UFA – mictório gratuito para pedestres e ligado à rede de esgoto – na rua do Russel. Mas duas semanas depois, sumiu. Por que? Os taxistas pedem de volta e os moradores da Glória agradecem.

CANADIBIOL. Nove crianças epiléticas estão reagindo bem ao tratamento à base do canabidiol, substância derivada da maconha. O remédio é ministrado pelos pais, que têm a difícil missão de conseguir a liberação da importação junto à Anvisa. Mas o acompanhamento e os exames são feitos pela equipe médica do Centro de Epilepsia do Instituto Estadual do Cérebro, sob comando do médico Eduardo Faveret. Até quando vão negligenciar essa discussão de saúde pública?

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