Santos precisa romper as amarras

Por Nadia

odir-cunha colunistaEscrevo desde Santiago do Chile, ao pé da Cordilheira dos Andes, terra mítica definitivamente conquistada pelo Santos de Pelé e tantos outros mágicos de branco. Aqui, longe de suas origens e de sua terra natal, onde o querem estrangular, o Santos vive, eterno, amado e respeitado. A distância nos dá a percepção exata de que, para sobreviver, o Glorioso Alvinegro Praiano terá de romper as amarras que o impedem de alçar novos vôos.

Algemas dos que o amam, ou pensam amá-lo e, como a mãe zelosa, preferem tê-lo por perto, mesmo fracassado e caminhando para a ruína, do que bem-sucedido e feliz, porém em viagens constantes. Cadeados impostos por um sistema ganancioso que só se importa com o dinheiro, e por isso se tornou injusto, parcial e populista.

Mas sempre haverá lugar para a arte e para o sonho, mesmo no futebol e mesmo nos sistemas autoritários e medíocres, como este que hoje que controla o futebol brasileiro. E o Santos sempre poderá contar, ao menos, com os que o amam generosamente (como deve ser o verdadeiro amor).

Uma prova deste amor pode ser dada a cada vez que o maior Alvinegro de todos os tempos entrar em campo, como neste domingo, em que enfrentará, no belo Pacaembu, outro Alvinegro de muita história, o Botafogo do Rio. Neste dia, nada impedirá que você professe a sua paixão, nada poderá lhe atar ao sofá ou à cadeira do bar. Comece por romper suas próprias amarras e vá gritar pelo Santos no Pacaembu.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/

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