O individual e o coletivo

Por fabiosaraiva

odir-cunhaLeonardo Nascimento de Araújo, 44 anos, ex-jogador do Flamengo e São Paulo, era executivo do Paris Saint-Germain até dar uma ombrada no árbitro Alexande Castro e pegar um ano de suspensão. Agora, de volta ao Brasil, tem alertado o quanto o futebol brasileiro está atrasado com relação ao europeu. Na ESPN Leonardo disse que na Europa os clubes agem coletivamente, enquanto aqui é cada um por si.

O técnico Mano Menezes, do Corinthians, tem reclamado que seu time será desfalcado pela Seleção Brasileira. Protesta também contra a decisão do Bragantino de levar o jogo entre ambos, pela Copa do Brasil, para o moderno estádio Arena do Pantanal, em Cuiabá.

Porém, o mesmo Mano Menezes, quando era técnico da Seleção Brasileira, se cansou de tirar Neymar da equipe do Santos no ano do Centenário do Alvinegro Praiano, até mesmo para amistosos sem nenhuma importância, o que acabou desgastando o craque e facilitando a vitória do Corinthians – que não teve nenhum convocado – no confronto direto entre os alvinegros pela Libertadores.

Por outro lado, não consta que Menezes tenha reclamado da leonina divisão de cotas de tevê, que dá ao Corinthians 30 vezes mais do que ao humilde Bragantino. Assim, voltando aos ensinamentos de Leonardo, percebe-se que enquanto um clube brasileiro é privilegiado pelo sistema, ele finge ignorar o tratamento desigual que lhe favorece e prejudica os concorrentes. Os protestos só aparecem quando suas vantagens, mesmo que momentaneamente, são cortadas.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/ Escreve no Metro Jornal de Santos

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