A quem interessa a greve?

Por fabiosaraiva

odir-cunhaNão consigo encontrar bom senso em jogadores profissionais de futebol que chegam a ganhar salários de 400 mil reais, treinam um vez por dia, têm hospedagem, alimentação e assistência médica – padrão Fifa – pagas pelo clube, exibem-se no máximo duas vezes por semana, não têm obrigação de fazer cursos de especialização, muito menos de falar ou escrever corretamente a língua portuguesa na qual se expressam e, além de tudo isso, querem fazer greve.

Requerer maior segurança é um desejo plausível, mas será que esse é um problema de toda a categoria, ou só dos jogadores dos clubes ricos? E será que é uma questão geral e urgente, ou particular e pode ser tratada com vigor, mas com calma e… bom senso?

Para não dizer que não levei em conta o lado dos pretensos grevistas, direi que os tenistas fizeram algo parecido com greve quando, no início dos anos 70, criaram a ATP, a Associação dos Tenistas Profissionais, hoje um sucesso absoluto. Mas tenistas chegam a jogar quatro vezes por semana, em partidas que podem durar quatro, cinco horas, e quando não estão jogando, treinam incansavelmente para aprimorar seus golpes. Será que os jogadores de futebol estão dispostos a pagar esse preço?

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/ Escreve no Metro Jornal de Santos


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