Meninos trabalhando

Por fabiosaraiva

odir-cunhaQuando você vê um sujeito de cabelos brancos, com a camisa do Santos, pode crer que é da Torcida Jovem. Esta é uma brincadeira recorrente que tem um imenso fundo de verdade. O santista, de todas as idades, tem mesmo o espírito jovem e por isso entende, apoia e se empolga com os Meninos que surgem na Vila, como Diego Cardoso, Lucas Otávio, Daniel Guedes, Serginho e outros que estão em busca do bicampeonato da Copa São Paulo de Futebol Junior.

Também é animador saber que, finalmente, os garotos Gustavo Henrique e Jubal repetirão amanhã, na estreia do Santos no Campeonato Paulista, a mesma dupla de zaga que brilhou na base. Os novatos Leandrinho, Geuvânio e Gabriel – que passou as férias treinando – também devem jogar contra o XV de Piracicaba.

Revelar jogadores é uma das alternativas para tornar o Santos mais competitivo em um mercado em que o populismo coloca todos os ovos na cesta de dois clubes. Mas é preciso mudar as leis. Se um garoto com menos de 14 anos não pode trabalhar, por que já tem empresário? Esta é uma pergunta para os ministérios do Esporte e do Trabalho responderem.

O ideal seria que os clubes formadores tivessem todo o direito sobre os jogadores, ou no mínimo 50% do passe. E que fosse proibido o surgimento desses “times de empresários”, que corroem os alicerces do esporte e fazem concorrência desleal aos clubes que construíram a história do futebol.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/ Escreve no Metro Jornal de Santos

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