2014 sem maracutaias

Por fabiosaraiva

O ano novo me dá a vontade de beijar e abraçar cada um dos meus leitores. Sou daqueles que sorve o espírito do Natal em grandes goles e fica com o gosto na boca, e na alma, por muito tempo. Para alguns, entretanto, não passo de um ingênuo. Acreditar na harmonia, na justiça, na tolerância e em todas essas coisas das quais falamos tanto nesses dias, é considerado infantilidade pelos mal amados, que não são poucos.

Eu acredito, sempre. E não perco a fé, pasmem, em um futebol brasileiro bonito, ofensivo, justo, democrático, decidido no campo, em que os melhores times prevalecerão, independentemente do tamanho de suas torcidas e dos contatos que tenham com políticos influentes. Um futebol sem reserva de mercado, em que a tevê transmita, sempre, o melhor espetáculo e que a competitividade premie os mais ousados e capazes.

Admito, porém, ser quase impossível esperar por todos esses progressos de uma vez só. Assim como aqueles que buscaram uma definição empolgante para a palavra “paz” tiveram de se contentar com a tímida “ausência de guerras”, sei que um pedido mais comedido e plausível, não só para o futebol, mas para a vida social brasileira em 2014, é que ao menos tenhamos um ano sem maracutaias. Ainda é pedir muito? Está bem, refaço. Um ano sem grandes maracutaias.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/ Escreve no Metro Jornal de Santos

 

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