Pare de “pensar pobre”: juro zero = bom negócio!

Por lyafichmann

colunista  marcos-silvestreNegocião? Todo comerciante sabe que pouca gente tem dinheiro pronto no bolso para comprar à vista uma TV de LED, uma geladeira com água gelada na porta, um notebook ou qualquer bem de várias centenas ou alguns milhares de reais. Para viabilizar a venda, surge então a proposta do parcelamento em tantas vezes “sem juros”. No país que costuma praticar os juros reais mais elevados do planeta, dá para acreditar que essa proposta não tenha juros, mesmo? Não se iluda sem perguntar à ponta do lápis!

Tudo às claras. Qual o verdadeiro preço do bem que você pretende comprar, o quanto ele vale de verdade? Você só saberá o real valor de uma mercadoria depois que fizer uma pesquisa em três diferentes centros comerciais (no shopping perto da sua casa, naquele outro perto do trabalho, e na rua de comércio lá do bairro), batendo à porta de pelos menos três diferentes lojas em cada centro, num mínimo de nove lojas pesquisadas. A pergunta deve ser: “qual o menor preço para pagamento à vista”?

À vista, “no arrepio”! Pergunte desse jeito mesmo, bem objetivamente, ainda que sua intenção não seja exatamente pagar à vista. Só assim você descobrirá o menor preço de mercado daquele produto, que é o verdadeiro preço do bem em questão. Afinal, quem de sã consciência pagaria mais caro por um produto que se vende logo ali por menos? Só alguém que estivesse mal informado, iludido nos cifrões.

Na ponta do lápis! O super smartphone é oferecido por 12 parcelas de R$ 199,90 (total R$ 2.398,80). Pesquisando o preço à vista, vamos imaginar que você encontre o aparelho numa determinada loja por R$ 1.990,00. A conta é clara: R$ 2,4 mil (parcelados) – R$ 2 mil (à vista) = R$ 400 (juros embutidos). Você acaba de desvendar o valor dos juros embutidos na compra parcelada, originalmente ofertada “sem juros”: quase 20% do valor do bem! Deseja mesmo pagar este valor extra para levar para casa já?

Tem um jeito não empobrecedor… Quem preferir investir os R$ 199,90 na poupança por 10 meses, terá então juntado R$ 2 mil mais os “jurinhos” do período, conquistando o total necessário para comprar à vista e com desconto, e ainda livrando algum! Está aí a receita: esperar dez meses, levar o smartphone para casa sem carnê (quitadinho!) e se livrar da obrigação de duas prestações de R$ 199,90 (11ª e 12ª do crediário), numa economia total de R$ 400,00, sem contar os juros ganhos na aplicação!

Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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