Pare de "pensar pobre": ter filhos? Impo$$ível!

Por fabiosaraiva

colunista  marcos-silvestreFilhos antigos… e baratos. Muita coisa era diferente na época da vovó. Ter filhos, por exemplo. O que exigia? A mulher ficava grávida, comia um pouco mais (quando tinha) e trabalhava um pouco menos (quando dava). Na hora de dar a criança à luz, chamava a parteira. Nada de obstetra, pediatra ou vacinas caras, as poucas disponíveis eram dadas sem custo na Santa Casa da cidade. Fraldas? De pano? Roupinhas? Dos irmãos. A escola (para os “grandinhos”) era pública. Onde comiam nove, comiam dez.

Filhos modernos… e caros! Os zelozos pais de hoje querem “o quartinho do neném” decorado com delicados móveis infantis e detalhes lúdicos, para receber seu rebento com estilo. Para o pré-natal, a mãezinha opta por um médico particular, que passa mais segurança, e o mesmo pode valer para o pediatra do recém-nascido. Fraldas? Descartáveis. Vacinas? Maravilhosas… e carésimas! Ah: tem ainda leite em pó especial, roupinhas, brinquedinhos… e berçário, pois a mãe trabalha fora. E é só o começo!

Ter e manter. Para trazer um filho ao mundo, uma típica família de classe média gasta entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Para sustentar o herdeiro depois de nascido, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais. Isto, praticamente desde o primeiro suspiro até o final da faculdade, lá pelos 22 anos. Colocada na ponta do lápis, a conta final fica entre R$ 600 mil e R$ 800 mil. Por filho! E pode acreditar que vai isso aí, viu?!

Prepare-se! Nada contra cuidar do filho com capricho, nivelando por cima. Se hoje os recursos estão disponíveis, ninguém vai querer retroceder ao tempo da vovó. A única coisa é que, assim como nos dias dos nossos antepassados, o salário continua sendo um só. Consequência: fazer caber a conta do herdeiro no orçamento, hoje, é um desafio maior. Maior, mas não impossível. Quando o casal começar a pensar em ficarem grávidos, devem logo procurar formas de economizar cerca de 20% de sua renda atual.

Mas 20% do orçamento?? É o que custa um filho no mês a mês, 40% se forem dois! Boa parte disso virá do sacrifício dos pais. Como pai posso afirmar que esta parte já nasce bem resolvida: a gente tira da própria boca para dar ao filho com alegria. Agora, isso pode ainda não ser suficiente para inteirar a verba do herdeiro. Respire fundo, vá adiante e corte gastos bestas, a começar pelos juros pagos nas dívidas mal planejedas. O esforço compensa: o valor de um filho sempre supera largamente seu custo!

Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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