Pare de "pensar pobre": rico tem mãos de ouro!

Por Carolina Santos

colunista  marcos-silvestreDos anais do pensamento pauperizante. Um jeito bem clássico (e nocivo para sua prosperdidade) de pensar pobre é imaginar que todo rico – diferentemente de você – é um sortudo portador do chamado “toque de Midas. Conta a mitologia grega que Baco, o deus do vinho, retribuindo um favor que lhe fizera o rei Midas da Frígia, concedeu a este o dom de transformar em ouro tudo o que tocasse. Na visão do pensamento pobre, ricos são assim: uns baita “largos” que transformam em ouro o que tocam!

 

Let’s make money, honey! Reconheço: ricos prósperos na essência – aqueles ricos portadores da prosperidade duradoura que todos cobiçamos, gostam de fazer dinheiro. Ricos gostam de se dedicar a empreendimentos com retornos financeiros elevados. Mas os ricos sabem que multiplicar o poder de compra de seu dinheiro de forma acentuada não é algo trivial, este não é um feito que se consiga com um simples toque mágico. Ricos conscientes sabem que, para ganhar bem, terão de expor seu capital a risco. Como conciliar o risco dos negócios com a inapetência para perder e o desejo de ganhar bem?

 

Midas ou Pedro? Aí é que está o verdadeiro segredo multiplicador de riqueza dos ricos de verdade: não está no “toque de Midas”, mas nas “redes de Pedro”. Assim como o astuto apóstolo de Jesus, os ricos espertos sabem que tem de lançar sua rede ao mar com fé, senão peixe que é bom não vem! Pode até não dar certo (ricos eventulamente também perdem dinheiro em negócios sem futuro), mas em geral os ricos empreendedores corajosos colhem até mais peixes do que seu “barquinho” pode comportar. Desde que joguem a rede para o lado certo, na hora certa, ou seja, desde que empreendam de forma planejada!

 

Otimistas cautelosos. Os ricos admiráveis jamais têm medo de empreender. Quando empreendem pensam muito positivo, mas invariavelmente se planejam de forma adequada. Acreditam sempre que vai dar certo, muito certo, mas por outro lado têm o pé no chão, e costumam estudar cuidadosamente seus grandes aportes, o que será comprometido, quando e como. E de onde virá o retorno almejado.

 

Bicéfalos. É como se os ricos tivessem “duas cabeças” para a atividade de empreender: 1) uma cabeça arrojada na hora de apostar suas fichas e buscar lucros, X 2) outra conservadora, para minimizar riscos e evitar perdas. Combinação rara, mas boa parte dos ricos a tem. Bora enriquecer desse jeito aí?!

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