Pare de "pensar pobre": rico tem muita sorte!

Por fabiosaraiva

colunista  marcos-silvestreSorte? Quem pensa pobre adora argumentar que a fonte da prosperidade dos mais abastados é uma só: a boa (e larga!) sorte. Quero argumentar que tal visão sobre a bonança dos mais ricos é distorcida e, para todo efeito prático, não ajuda ninguém a buscar sua própria prosperidade. Não vou aqui enaltecer os ricos em geral e dizer que são heróis e modelos da prosperidade. Até porque, tem muito rico safado, gente rica mas eticamente mal posicionada. Vamos focar nos ricos honestos, gente com um conjunto de valores positivos: estes aí são (e permanecem!) ricos porque tem bons hábitos que os levam à riqueza.

 

Notáveis! Os ricos éticos nos quais eu e você podemos nos inspirar costumam seguir alguns padrões de comportamento que os ajudam a atrair e reter riqueza, não só financeira, mas inclusive esta. Um destes hábitos: eles gostam de trabalhar, de empreender e – naturalmente! – de “fazer dinheiro” com isso. Os ricos imitáveis estão sempre buscando formas não convencionais de empreender. Por exemplo: ao invés de se contentar em atuar como um dentista autônomo de sucesso (o que já não é pouco sucesso!), o sujeito com mente rica normalmente prefere tentar ser proprietário de uma clínica odontológica.

 

Inventores de negócios. Ricos dinâmicos gostam de bolar produtos, marcas e novos conceitos, gostam de desenvolver processos produtivos e comerciais, para daí contratar gente, formar equipes, botar para trabalhar e, se der certo (pois sempre há muito risco envolvido na atividade de empreender) ganhar dinheiro! Sim, ganhar muito dinheiro, inclusive em cima do trabalho dos outros. E isso não é condenável, pois estão gerando empregos e colaborando para o desenvolvimento da economia nacional. No Brasil, são quase 100 milhões de trabalhadores cuja ocupação é gerada lá nos negócios dos ricos.

 

Desde pequenos… Essa veia empreendedora dos ricos normalmente se manifesta na infância. Minha filha de oito anos não é nascida de pais ricos (perto de quem tem, não temos nada), e não sabemos se será rica um dia. Eu e a mãe não nos preocupamos com isso, queremos que ela seja feliz no caminho que tiver de trilhar. Mas… recentemente ela ganhou de uma amiguinha querida um conjunto de elásticos para “fabricar” pulseiras. Já vendeu mais de 10 delas na escola (R$ 1,00 uma só cor X R$ 1,50 colorida). E ontem mesmo me disse: “Papai, vou baixar a simplezinha para R$ 0,50 e rachar de vender (sic)!”

Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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