Ganhos e perdas no dia do economista

Por fabiosaraiva

marcos-silvestreTriste dia. Ontem foi 13 de agosto, data em que comemoramos no Brasil o Dia do Economista. Por um destes misteriosos desígnios do destino, ontem perdermos de forma trágica um colega de grande impacto no cenário nacional, um pernambuco incisivo e espirituoso que, em outra trajetória, poderia ter se tornado presidente deste país. Quiçá, um bom presidente. Mas o economista Eduardo Campos já não está mais entre nós. Como colega, reservo-me o direito do luto profissional e, como pessoa, coloco-me em oração pelo consolo dos familiares e entes queridos que sentirão a perda da pessoa do Eduardo.

 

Este que vos escreve. Em 1985 (há quase 30 anos!), decidi-me por cursar a faculdade de Economia influenciado por minha professora de Geografia à época, a saudosa Marilza Nóbrega Angelini. Ela sabia que eu era curioso, gostava de estudar e mandava bem nas contas. Assim, assegurou-me a querida mestra que o curso de Economia me vestiria feito luva. Antevia que eu me tornasse um grande estudioso da Macroeconomia, que trabalhasse na diplomacia, no governo, que ajudasse lá em Brasília a tocar este enorme e potente barco que é a economia brasileira. Amei a escolha, mas a coisa toda não fluiu por aí.

 

Vocação. Já nos primeiros tempos descobri que havia vários “níveis” da Economia. A Macroeconomia, com seus macroindicadores da agricultura, indústria, comércio e serviços. A Microeconomia dos mercados, a Economia Setorial do segmento automobilístico, supermercadista, da construção civil… E também as Finanças Pessoais, ramo que escolhi (fui escolhido?) para estudar e explorar nos últimos 30 anos. Em todo caso, logo cedo se fez clara para mim a missão do Economista: num mundo de recursos escassos e potencial humano infinito para criar coisas maravilhosas, ajudar a fazer mais com menos.

 

Mais de nós! No tocante a nossa vida financeira pessoal, ser Economista é tentar fazer mais qualidade de vida com menos dinheiro do salário. É buscar ter gastos mais econômicos, dívidas mais prudentes e investimentos mais dinâmicos, tudo para conseguir viver melhor com aquilo que, realisticamente falando, temos a nossa disposição (e é sempre escasso!). Neste sentido, todos e cada um de nós pode (deve!) ser um Economista. O Brasil perdeu ontem um Economista, e dos bons. Agora precisa de mais, muito mais. De uns 200 milhões de Economistas, penso eu. A prosperidade desta grande e maravilhosa nação agradece.

 

Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

 

 

 

 

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