Grohe é o melhor goleiro do Brasil, Rui Costa!

Por fabiosaraiva

leonardo-meneghetti-colunistaA ausência de Marcelo Grohe na Seleção Brasileira é inexplicável. E, caso persista, começará a beirar o escândalo. E pensar que o executivo de futebol Rui Costa conseguiu a façanha de contratar Dida, em dezembro de 2012, com Grohe à disposição. Pior do que isso. Ele já havia sido titular durante seis meses, ungido após a repentina venda de Victor ao Atlético-MG. E se saiu muito bem. Além de Rui, os colegas de direção não enxergaram isso.

Dida não foi mal no Grêmio. Mas também não deu lá uma contribuição que justificasse a insistência de Luxemburgo em sua contratação. É por isso que sustento reiteradas vezes que dirigentes tem de se impor diante de caprichos de alguns técnicos. A política do “treinadorismo”, este modelo defasado onde o comandante de vestiário tudo pode e tudo faz, quase sempre fracassa. Rui Costa sucumbiu à pressão e à conversa fiada de Luxemburgo. E sonegou a Grohe um ano de titularidade. Estaria ainda melhor hoje!

A barbeiragem do executivo de futebol gremista, criticada por este jornalista no ano passado uma dezena de vezes, teve reflexos nos cofres do clube e no time. Em primeiro lugar, quase que obviamente, porque o Grêmio não precisava ter tido despesa com outro goleiro. E principalmente porque Marcelo Grohe estava pronto, desde 2012, para ser o camisa 1 do tricolor. Mesmo com a chegada de Dida, de currículo e postura inquestionáveis, o Grêmio não ganhou nada na temporada passada. Ou seja, botou dinheiro fora e trancou o talento de um jogador da base.

Marcelo Grohe é um baita goleiro. Rui Costa não conseguiu enxergar isso e preferiu contratar. Dunga ainda não viu. Mas terá de reconhecer. O Grêmio tem hoje o melhor goleiro do futebol brasileiro. Talvez uma das quatro ou cinco posições que deveriam ser inquestionáveis na Seleção!

 

Nilmar – É claro que o Inter, que se intitula pretendente ao título nacional, não anunciaria Nilmar, não faria programa de recuperação física e não deixaria seu treinador projetá-lo ao menos no banco de reservas no sábado, se houvesse algum risco de que ele não possa ser inscrito no Brasileiro. Nem Giovanni Luigi, nem Marcelo Medeiros, além de um corpo jurídico competente, correriam este risco. O Inter sabe que poderá contar com o jogador. Tanto é que Abel havia projetado trabalhar com ele desde ontem para inclui-lo na delegação que vai a Belo Horizonte.

Surgiu algum probleminha inesperado que o tirou da semana de trabalho e obrigou o jogador a ir ao Qatar. A direção colorada não correria este risco de iludir o torcedor numa reta final de competição. E de gestão. É claro que já há um prejuízo na preparação de Nilmar, que não entra em campo há cinco meses. Mas do ponto de vista de regularização para o Brasileiro, o clube deve ter todas as garantias jurídicas de que tudo será ajustado. Imagine o Inter anunciar este grande reforço, a área de preparação física montar um trabalho de recuperação, o treinador projetar seu retorno… e ele só jogar em 2015. Claro que não. O Inter não cometeria esta barbaridade.

Jornalista esportivo desde 1986, Leonardo Meneghetti foi repórter de rádio, TV e jornal e está no Grupo Bandeirantes desde 1994. Foi coordenador de esportes, diretor de jornalismo, e, desde 2005, é o diretor-geral da Band/RS. Diariamente, às 13h, comanda “Os Donos da Bola”, na Band TV. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo