Bem-vindo de volta ao futebol profissional, Nilmar!

Por fabiosaraiva

leonardo-meneghetti-colunistaTal qual Forlán, tal qual a renovação com D’Alessandro, Nilmar é um grande lance da gestão Giovanni Luigi. Talvez chegue tarde para salvar o clube nesta temporada. Certamente está sem ritmo, vem de um futebol nada competitivo. Mas no mínimo é um legado que o atual presidente deixará para seu sucessor.  O futebol de Nilmar não se discute. Joga muito mais do que qualquer centroavante que esteja no Beira-Rio. Nem façamos comparações. E que Abel não o invente como um segundo atacante!

Para contratar Nilmar, Giovanni Luigi teve de negociar com o dublê de empresário Orlando da Hora. Deve ter tomado dois comprimidos antes. E dois depois, o mínimo que se recomenda. Que sujeito chato este. É uma caricatura de Assis Moreira. Empresário de um jogador apenas. Fez de Nilmar um sujeito resolvido financeiramente. Mas que não faria com o talento que ele possui? Colocou o jogador em clubes de terceira linha do futebol. E por fim, no auge dos 27 anos, o escondeu no submundo do futebol, o mercado árabe. Um desperdício. O empresário encostou sua jóia rara no local adequado para encerrar a carreira.  Barbeiragem.

Portanto, Nilmar chega sem ritmo, sem competitividade, sem sequência de treinamentos, sem exigência. Deixará de lidar com príncipes para lidar com dirigentes. E terá de responder ao torcedor, seu patrão em última estância. Sim, aqui há pressão. Aqui há futebol profissional, ainda que tenhamos muito a corrigir.

Enfim, bom retorno ao futebol propriamente dito, Nilmar!

Em 2012 Giovanni Luigi surpreendeu ao anunciar Forlán, que ostentava o título de craque da Copa do Mundo. O presidente já havia acertado em 2011 quando, num esforço nada habitual ao futebol brasileiro, segurou D’Alessandro, já acertado com os chineses. Neste ano, a direção colorada foi brilhante na descoberta do chileno Aránguiz. Os resultados de campo da gestão Luigi nunca foram animadores. Ele não conseguiu manter o padrão de conquistas de seus dois antecessores, Carvalho e Píffero. Precisava deste lance.

A chegada de Nilmar, como lê meu colega, o jornalista Chico Garcia, também ameniza este desgaste de Luigi com a torcida. E mostra que o presidente, mais uma vez, pensou no clube. A próxima gestão irá usufruir muito mais do talento do veloz atacante do que o próprio Luigi. Mas, com a competência do departamento físico, poderá dar alguma contribuição ainda este ano. Servido por Aránguiz, D’Alessandro e Alex e talvez numa dobradinha interessante com Sasha, Nilmar poderá devolver ao Inter a possibilidade de ao menos sonhar com o título. Atualmente, isso é improvável. Se o novo atacante estiver melhor do que pensamos, apesar dos cinco meses sem jogar, e se Abel acertar o time sem invenções as chances aumentam consideravelmente.

Jornalista esportivo desde 1986, Leonardo Meneghetti foi repórter de rádio, TV e jornal e está no Grupo Bandeirantes desde 1994. Foi coordenador de esportes, diretor de jornalismo, e, desde 2005, é o diretor-geral da Band/RS. Diariamente, às 13h, comanda “Os Donos da Bola”, na Band TV. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre

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