Novo dia

Por fabiosaraiva

junior-brasil-colunistaUm abraço! Dormimos e acordamos com a expectativa de um novo dia e de uma vida melhor. O processo democrático é legítimo, mas, infelizmente, alguns ainda não assimilaram a existência das diferenças. Ganhar e perder faz parte do processo. A intolerância existente no futebol foi para o campo político e das ideias. Somos um país dividido, entre o Boi Garantido e o Boi Caprichoso, entre o Atlético e o Cruzeiro, a região sul e o nordeste, o PT e o PSDB e, como se existisse, o lado do bem e o lado do mal. Somos um só. Democracia é respeitar a escolha do outro, seja ela qual for. Esperar entendimento na diversidade é utopia. Ainda assim, fica o anseio de um Brasil mais tolerante e com um futuro justo. É torcer pelas “pontes” que, devem ser construídas com: força, transparência, honestidade, harmonia e diálogo.

Falando do esporte mais democrático do mundo, o futebol, os mineiros tem dado show. O sucesso é no Brasileiro e também na Copa do Brasil, afinal, Atlético e Cruzeiro podem decidir a Copa. Fica o sonho de uma grande decisão mineira. Já o Cruzeiro tem amplas possibilidades de conquistar o Brasileiro, porém, precisa se reencontrar e voltar a mostrar o futebol de líder do Campeonato. Marcelo Oliveira não pode permitir o time jogando atrás, pois, a equipe não consegue apresentar um bom desempenho atuando assim. Vejo um clube como o Botafogo, sem pagar salário aos seus jogadores, vencer o Flamengo, em um jogo de muita garra. Os caras podem até ser rebaixados, mas esse exemplo não pode ser esquecido. São quase heróis, pelas dificuldades que passam. O Cruzeiro oferece tudo de bom ao seu grupo, mas, não tenho visto, em alguns jogos, esse mesmo espírito. Falta o brilho no olho, a “faca na caveira”, o “olho de tigre”, enfim, a velha raça e o tesão da vitória. Resgatando isso, o Cruzeiro volta ao bom caminho. Daqui para frente, é união, apoio e foco.

A melhor campanha do returno é a do Atlético e graças ao bom trabalho de Levir. Inclusive, o treinador falou esses dias sobre a vida de comentarista, dizendo que, em breve, pode se tornar um. Caro Levir, a diferença entre os salários é absurda. Os comentaristas são os humildes, como a casta indiana dos Sudras e os técnicos, a casta superior, os Brâmanes, portanto, fique onde está e aproveite. Sobre o time, impressiona a disposição do grupo, mesmo com desfalques, a pegada é a mesma. As vitórias têm até nome: superação. Assim foi contra o Sport, mesmo com a expulsão do goleiro Victor, o time venceu. Bem é isso, valeu!

Junior Brasil é comentarista esportivo da rádio Itatiaia e da TV Band Minas, professor universitário, mestre em administração e cobriu a Copa do Mundo da África. Escreve no Metro Jornal de Belo Horizonte

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