As duas batalhas!

Por fabiosaraiva

junior-brasil-colunistaUm abraço meus amigos e amigas! Tirei uns dias de folga e fui conhecer o Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Um local fantástico e com um povo muito educado. Fui aos parques da região e gostei demais do Unipraias. Os responsáveis pelo Parque Municipal e pelo Parque das Mangabeiras podem fazer uma visita e aprender como explorar e valorizar devidamente nossos patrimônios. Falando de futebol, não posso esquecer a classificação do Atlético na Copa do Brasil. Assisti ao jogo e me lembrei de uma famosa batalha.

Há muitos anos, nos Estados Unidos, um general, de nome Armstrong Custer, “se achou” mais do que algumas nações indígenas. Da mesma forma, nos tempos de hoje, o também arrogante Mano Menezes, “se achou” mais do que os guerreiros da nação Atleticana. Em 1876, essa luta ficou conhecida como: Batalha de Little Bighorn. Na quarta, no Mineirão, foi a vez da Batalha da Virada. Custer e Mano subestimaram essas nações e seus guerreiros. Acharam que seria fácil. Os índios venceram e destruíram o regimento americano, comandados pelos líderes, Touro Sentado e Cavalo Louco. Os atleticanos venceram, comandados pelo Culpi Sentado e Kalil Louco. Esses dois chefes viram seus guerreiros se movimentarem, atacarem e desorientarem os adversários com armas de gols.

Uma onda de energia lembrou as grandes conquistas da Libertadores. Nos cânticos de guerra, o Mineirão explodiu, viu mais uma vitória e uma das maiores derrotas do adversário. O Galo brilhou e resplandeceu no coração dos atleticanos. A noite escura se foi mais uma vez e a luz venceu novamente. Com certeza, todos vão falar desta vitória para os seus filhos e netos. O “Eu acredito” vai ser acompanhado do “Eu vi” e do “Eu estive lá”.

Desta vez, não houve mortes, tivemos sim, o renascimento da equipe, nas suas guerras particulares, a Copa do Brasil e o Brasileiro. E uma lição fica para os atletas “chinelinhos”, Tardelli foi o mestre e deu uma aula de profissionalismo. Depois de uma viagem desgastante, chegou, se preparou, contagiou os companheiros e foi para a luta, com um empenho, que só os grandes possuem. O Deus da guerra tocou os jogadores atleticanos e a alma destes bravos. Fica a expectativa de mais desafios pela frente, permeados pelas vitórias desta nação.

Quanto ao Cruzeiro, um resultado muito importante. O time pressionou e voltou a ter sede de vitórias. Atacou demais e mereceu vencer. Dedé tirou uma carreta de suas costas ao fazer o gol. A certeza da conquista se aproxima novamente. É hora da China Azul dar todo apoio aos seus guerreiros. Valeu!

Junior Brasil é comentarista esportivo da rádio Itatiaia e da TV Band Minas, professor universitário, mestre em administração e cobriu a Copa do Mundo da África. Escreve no Metro Jornal de Belo Horizonte

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