Cínicos, canalhas e racistas

Por fabiosaraiva

colunista  jose-luiz-datenaTriste, muito lamentável mesmo o episódio de racismo que vimos no estádio Olímpico envolvendo o goleiro Aranha, no jogo em que o Santos derrotou o Grêmio.

Uma série de imbecis, canalhas, preconceituosos, racistas infernizaram a vida do goleiro que, revoltado, pediu uma atitude mais drástica por parte do juiz. Um dia depois, já com as imagens da televisão nas mãos, Aranha foi à delegacia exercer o seu pleno direito de cidadania e denunciar aqueles babacas travestidos de torcedores.

Não existe nada pior do que qualquer tipo de preconceito. O racial, por exemplo, foi base do mais criminoso regime da história, no qual os comandados do representante do demônio na Terra, Adolf Hitler, exterminaram seis milhões de judeus e provocaram uma guerra que matou cinquenta milhões de pessoas.

Uma das envolvidas no triste caso do Olímpico foi exposta claramente para o Brasil inteiro, xingando o jogador de “macaco”. Perdeu o emprego e vai responder criminalmente por isso, o que ainda é pouco para gente desse tipo.

Esse tipo de gesto ainda é sobra de uma mancha na história brasileira. No Brasil, a escravidão durou quatrocentos anos, mais do que em qualquer lugar do mundo, e só acabou por causa da imposição da Inglaterra, na época um grande império econômico e militar.

Aqui, o preconceito contra negros, pobres, nordestinos é claro e cada vez mais flagrado pelas milhares de câmeras que existem por aí. Quase no mesmo dia do jogo no sul, em Salvador, no nordeste brasileiro, um jovem (também negro) foi seguido por seguranças de uma loja de Shopping Center, suspeito de roubar uma peça de roupa. Aos berros de que o motivo da suspeita era a cor de sua pele, tirou a roupa em pleno shopping e foi aplaudido por uma multidão revoltada com mais esse gesto lamentável de discriminação.

Abaixo o racismo! Cadeia nesses canalhas!

 

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