São Pedro, molhai São Paulo!

Por Nadia

jose-luiz-datenaGeralmente, no Brasil, a gente coloca a culpa de tudo no governo, de uma maneira geral. Principalmente porque com os exemplos dados pela política nacional é quase sempre assim mesmo que funciona.

Medidas eleitoreiras aprovadas a toque de caixa, obras inauguradas sem serem terminadas com o objetivo de sempre: ganhar o votinho na base do vale tudo. Mas no caso da falta d’água, apesar de uma pulga atrás da orelha, o problema parece ter sido, dessa vez, a falta de chuva misturada com o consumo exagerado.

A tal mangueira da calçada, o carro lavado na porta de casa, jardins aguados a exaustão, sem irrigação auto-reciclada e coisas do gênero, passando pelo banho e a barba no estilo enxurrada, torneira aberta.

Melhor seria que o povo tivesse consciência para enfrentar a situação. O exemplo vem dos Estados Unidos: a Califórnia, maior estado americano, adota medidas extremas numa das suas piores secas da história. Multas pesadas para quem jogar água fora. Virou moda por lá andar de carro empoeirado. Claro que lá, mais do que aqui, os governos de uma forma geral têm mais moral para cobrar algo dos seus cidadãos. Aqui o imposto é alto e quase nada é devolvido a quem paga em forma de saúde, educação, transporte coletivo e tudo o que é devido pelo Estado.

Bem, mas como é ano eleitoral não espere por multa ou coisa parecida, e até racionamento, este só em caso de tragédia do São Pedro não molhar São Paulo de setembro para frente.

Moral da história: difícil, mas necessário economizar água por uma questão de cidadania, nem que para isso seja prudência adotar uma barbinha charmosa ou, como dizia minha mãe, “tomar banho de gato”.

Economizar água é fundamental para, usando menos, ter mesmo que pouco. Mas não esqueça que mesmo a culpa não sendo deles, na hora de votar lave bem as mãos em novembro para não eleger um ficha suja qualquer na hora do dedo na urna.

Afinal entre eles pode haver “mão suja”, mas o importante é que a sua esteja sempre limpa, como também sua reserva moral que está longe da corrupção, incompetência que sobra por aí nesse mar de lama.

Não esqueça da tomada! Depois da eleição você pode levar, literalmente, um choque no bolso na hora de pagar a conta de luz.

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