Liberdade

Por george.ferreira

jose-luiz-datenaClaro, evidente e natural que sou contra black blocs, violência desnecessária e quebra-quebra que são exatamente princípios antidemocráticos de uma sociedade que clama por mudanças.

Aliás, mudança é a palavra-chave para a democracia. O direito do povo ir às ruas reclamar, o que tem acontecido com frequência, é uma resposta a uma classe política corrupta e incompetente.

Não adianta ficar lembrando que o voto é o caminho mais simples e direto para colocarmos no poder gente interessada em melhorar a condição do povo que governa ou vai governar. Grande parte da oposição ou situação é um verdadeiro lixo! Pessoas que só pensam nelas mesmas.

Pregar democracia num país em que ela só vale para quem tem o poder na mão é quase uma ditadura. Isso me lembra a colonização, quando matamos seis milhões de índios com o poder, impondo aos verdadeiros donos do país o que a ele realmente interessava.

É isto! Somos uma nação de índios, onde os colonizadores são esses caras em que a gente vota, em suas caravelas ao vento em Brasília, como minoria massacrando a maioria.

A história se repete: o roubo institucionalizado por uma Constituição casuística metido goela abaixo do povo brasileiro, numa transição do Império para a República ressoa até hoje.
Ordem e progresso só valem mesmo estampados na nossa gloriosa bandeira.

Dom Pedro, às margens do Ipiranga, hoje poluído e cheio de lama como boa parte da classe política do país, teria vergonha de gritar “independência ou morte”. Na verdade, nunca houve independência, e a morte está clara para milhões de brasileiros que perdem suas vidas com a falta de leitos nos hospitais e a carnificina da saúde pública nacional.

Independência é utopia, a morte é a dura realidade do dia-a-dia. Não é à toa que o povo reclama por, pelo menos, uma vida digna, e que já se cansou há muito tempo de sobreviver com migalhas que caem das mesas emporcalhadas do poder. Mas não há dúvida: a história se ocupará desses canalhas e um dia o povo brasileiro será livre de verdade, e o nosso hoje poluído Ipiranga, com certeza terá suas margens plácidas livres desses pulhas que representam a malversação do direito sagrado do voto.

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