Não ao preconceito

Por fabiosaraiva

jose-luiz-datenaO que aconteceu com o jogador Tinga, no Peru, expõe um dos mais graves problemas no futebol de uma maneira mundial. As manifestações racistas na Europa e na Rússia, por exemplo, são frequentes. Quando jogava no Zenit, Roberto Carlos cansou de ser hostilizado com bananas jogadas aos seus pés por cretinos que independem de nacionalidade.

Aliás, até o próprio premier russo, Putin, que persegue homossexuais, chegou a dizer que não acompanhava muito o futebol do seu país, que mais parecia o campeonato africano pelo número de negros nos clubes russos. O que prova que a idiotice atinge os mais altos escalões políticos.

Na Itália, volta e meia essas manifestações aparecem. Na Espanha, o último caso foi do lateral Marcelo, da seleção brasileira, xingado pelos torcedores do Atlético de Madri, e na presença de seu filho. Situação tão grave que Daniel Alves, do Barcelona, cansado de atos desse tipo, chegou a declarar que não há quase nada a fazer.

Se depender da FIFA, uma entidade frequentemente ligada a escândalos de todos os tipos e que só fica cobrando rapidez para que os estádios do Brasil estejam prontos para o negócio da Copa, quase nada deve ser feito mesmo. Como eu disse, a FIFA gosta de dinheiro; futebol é o meio, e esses movimentos indignos e canalhas são praticamente tolerados por Blatter e companhia. O mesmo acontece com essa obscura Conmebol, que não deve punir o time peruano à altura da indigna manifestação de um estádio inteiro, chamando Tinga de “macaco” toda vez que ele pegava na bola.

Pior do que isso são as atitudes racistas dentro do nosso país e fora do futebol, no cotidiano, contra negros, nordestinos, pobres e homossexuais, que são toleradas, na maioria das vezes, de uma maneira nojenta.

Não ao preconceito!

 


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